quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Investir na juventude é promover a paz


Por Robson Paz
Radialista, jornalista. Subsecretário de Comunicação Social e Assuntos Políticos

O Brasil vive dias difíceis. Grande parte das instituições debilitadas, desacreditadas. Em meio ao caos, todos sofrem. Mas, há um segmento que está ainda mais penalizado: a juventude, especialmente na periferia das cidades. Neste ambiente, jovens e adolescentes estão cada vez mais vulneráveis.

A televisão, ainda o principal veículo de comunicação de massa, glamouriza a violência com generosos espaços na programação. As redes sociais contribuem para expor com incrível capacidade de proliferação práticas criminosas. Nas comunidades mais pobres, a juventude está cada vez mais suscetível ao recrutamento das facções.

Faltam referências e sobram ameaças aos valores e princípios éticos. Boa parte da população de adolescentes e jovens convive com a realidade ultrajante das drogas e o pseudo sucesso efêmero dos comandantes do tráfico. Muitos sucumbem.

Como fazer para evitar que haja o comprometimento de gerações? Este nos parece o desafio do momento. Tarefa que deve sensibilizar, envolver e mobilizar a todos. Trata-se de uma luta que consumirá anos, talvez décadas, mas que deve ser abraçada pelo poder público, pela família, por movimentos sociais, pela iniciativa privada, por cada cidadão de bem.

É alvissareiro ver que políticas públicas transversais têm sido adotadas pelo governo do Maranhão visando mitigar os impactos da violência e por consequência promover a cultura do conhecimento, da paz, da inclusão e integração social.

O resgate de direitos e da cidadania passa necessariamente pela melhoria do sistema educacional de estados e municípios. Enquanto o país retroage com o congelamento dos investimentos em educação e saúde por 20 anos com a PEC 241, em nível estadual, programas como Escola Digna, que visa dotar os espaços para ensino com melhor infraestrutura, valorização dos profissionais, envolvimento das famílias, a partir da democracia nas escolas com a eleição direta dos gestores, são medidas que apontam um caminho de esperança.

Outras iniciativas, como o Bolsa Escola, Cidadão do Mundo, CNH Jovem, Aulões do Enem, que só este ano beneficiaram mais de 20 mil estudantes em 65 cidades maranhenses, são políticas sociais importantes para criar ambiente de oportunidade e estímulo para os jovens.

De outro modo, a inclusão pelo esporte e cultura com a ampliação dos JEMS´s e realização de eventos como Taça Ilha Favela em parceria com a Central Única das Favelas (Cufa), que congrega jovens de bairros periféricos de São Luís, com atividades esportivas, arte, dança promovem maior interação entre aqueles que estavam invisíveis aos olhos do Estado.

Em paralelo, investimentos para melhorar a segurança pública com ampliação do contingente policial e ações integradas com a população como o Pacto pela Paz.

Mas, nada disto terá êxito sem a participação de todos. A causa da nossa juventude é universal. Parafraseando Beto Guedes na música O sal da terra "Vamos precisar de todo mundo. Pra banir do mundo a violência".


A cultura da paz deve prevalecer sempre e esta conquista depende em grande medida de cada um de nós.

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