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sábado, 27 de maio de 2017

Emissário de Aécio escondeu propina de R$ 480 mil com sogra

Rubens Valente, Bela Megale, Camila Mattoso e Reynaldo Turollo Jr.
Folha de São Paulo

Um dia antes da operação Patmos ser deflagrada na quinta-feira (18), o assessor parlamentar Mendherson Souza Lima, apontado como um dos responsáveis por transportar propina paga pela JBS ao senador Aécio Neves (PSDB-MG), levou para casa da sogra R$ 480 mil em espécie.

Em documento assinado por Azelina Rosa Ribeiro, sogra de Mendherson, ela reconhece que autorizou a entrada de policiais federais em sua casa, em Nova Lima (MG), "com o fim de recolher o conteúdo de duas sacolas deixadas pelo genro Mendherson Souza Lima na noite de 17 de maio". Foi nesta data que o jornal "O Globo" publicou a notícia sobre a delação da JBS e o suposto esquema de propina do qual o senador Aécio Neves teria se beneficiado.

Os pacotes com cédulas de R$ 100 estavam escondidos em um dos quartos da casa de Azelina. Mendherson trabalhava como assessor do também senador mineiro Zezé Perrella (PMDB). Segundo a investigação policial, no dia da operação Patmos ele confessou ter levado os R$ 480 mil em duas sacolas para a casa sogra sem que ela tivesse conhecimento. O assessor falou que se assustou ao saber da delação feita pelos executivos da JBS pelo noticiário.


Posteriormente, a PF foi à Nova Lima, onde encontrou o dinheiro. Mendherson relatou que o montante tinha sido buscado em São Paulo no dia 3 de maio. A Polícia e o Ministério Público acreditam que ele faz parte dos R$ 2 milhões que Aécio pediu a Joesley Batista, dono da JBS. No inquérito, a PF anexou fotos do dinheiro apreendido.

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