Muitos andam se perguntando por que essa crise no Senado não eclodiu em outros tempos, já que a sujeira se acumulava por todos os cantos havia décadas. Quais os interesses que se escondem por trás de todo esse lamaçal? O que os tucanos têm a ver com tudo isso? Será que a maioria não sabia dos tais atos secretos e não os trouxeram à tona, em outros tempos, porque também seriam beneficiários dos mesmos? São inúmeros os questionamentos, mas o importante é se revelar os interesses não tão escondidos da sociedade. Vejo bicos tucanos nesse festival de denúncias que abalam a credibilidade do Senado.É evidente que há uma disputa entre grupos ligados aos tucanos e aos petistas. O alvo é José Sarney por ser aliado de primeira hora do presidente Lula e com peso político nas eleições do próximo ano. Como comandante do Congresso, Sarney está no centro das articulações para fortalecer a candidatura da ministra Dilma Roussef. Enfraquecê-lo é minar uma força política considerável para o projeto de continuidade do poder petista no Palácio do Planalto. O alvo é, portanto, a candidatura do PT. Dizendo-se preocupado com a imagem do Senado, o senador Artur Virgílio travestiu-se de puritano para desancar o presidente do Senado, na sessão desta terça-feira. Por trás de tudo, o interesse do tucanato de provocar o afastamento de Sarney, enfraquecendo-o para o jogo político de 2010.
Acuado e pressionado, cabe a Sarney dar uma resposta à altura. Terá que levar ao sacrifício aliados encrustados na podre estrutura administrativa do Senado: Agaciel Maia e João Carlos Zoghbi, que estão no epicentro do escândalo dos atos secretos. Além disso, tem de adotar providências profiláticas, como a redução do quadro de pessoal e reestruturação administrativa da Casa. Fazendo isso, Sarney não precisará ceder às pressões de senadores como Cristovam Buarque que sugeriu, na sessão desta segunda-feira, o afastamento temporário do presidente por 60 dias. O tempo urge e Sarney não pode esperar. Quanto mais tempo passar para adotar medidas duras, mais munição estará dando aos seus adversários de parlamento.
Pelo seu histórico na vida pública, acredito que Sarney jamais pensou em afastamento ou mesmo renunciar. Tem procurado enfrentar a crise com serenidade. No entanto, como aliado do governo Lula, precisa do respaldo de governistas para continuar fortalecido. No noticiário desta segunda-feira, diante da saraivada disparada por adversários de Lula, não apareceu um Senador para dar forças a Sarney e dizer que acredita que ele tem condições de continuar comandando a nau em meio à essa tsunami de denúncias. Lula saiu em defesa de Sarney, mas seus aliados precisam mostrar que também confiam no taco do presidente do Senado. Sem respaldo político, Sarney se enfraquece. Volto a repetir: o que está em jogo é a sucessão do presidente Lula.
Não restam dúvidas que os tucanos são os maiores interessados neste escândalo. Não por que queiram moralizar o Senado, ou melhorar a imagem do parlamento junto à população. Estão mais interessados em enfraquecer ou anular aliados do projeto petista de eleger Dilma Roussef. Têm interesse, enfim, de retirar uma pedra do bico dos tucanos: José Sarney.
É bom lembrar que os tucanos são PHDs em produzir escândalos para derrubar quem os ameaçar. Basta lembrar do que produziram contra Roseana Sarney para que ela fosse forçada a renunciar à idéia de se candidatar à presidência. A mídia paulista, que sempre quis defenestrar a influência política do norte e nordeste em Brasília, volta todas as suas baterias contra o Senado, ou melhor, contra Sarney. A cada dia, produzem um novo escândalo envolvendo alguém ligado ao presidente do Senado. O objetivo é desgastá-lo para que fique sem condições de continuar comandando o Congresso. Sarney tem conseguido sobreviver a muitas intempéries em sua trajetória política. Resta saber como anda seu fôlego para passar por mais essa turbulência.
Quem te viu e quem te vê Gilberto, você que é ex-balaio e ainda por cima com ficha no PDT,cospe no prato que comeu durante muito tempo, vira a casaca.
ResponderExcluirDefendendo Sarney e Roseana. Não adianta defender esses que não terão mais chance de voltar para o governo, ainda por cima com a máquina na mão, algo ja mais visto pela política nacional.