Rádio Voz do Maranhão

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Assassinato do jornalista Décio custou R$ 100 mil


O Secretário de Segurança Pública do Maranhão, Aluísio Mendes, revelou, em entrevista coletiva à imprensa, na tarde desta quarta-feira(13), que o assassinato do jornalista Décio Sá custou R$ 100 mil. Essa quantia teria sido paga pelo agiota Gláucio. O dinheiro foi entregue a Júnior Bolinha para que fosse repassado a Jhonatan Silva, o assassino do jornalista. Como recebeu somente R$ 20 mil, Jhonatan planejava executar Júnior Bolinha no domingo (10). Segundo o secretário outras seis pessoas estariam na lista para serem executadas por Jhonatan.
Aluísio Mendes revelou que esse grupo é uma verdadeira organização criminosa que agia no desvio de recursos públicos destinados a municípios. Dentre o material apreendido na “Operação Detonando” está uma grande quantidade de cheques em branco pertencentes a órgãos públicos. Era uma garantia para recebimento de dinheiro emprestado, principalmente, a políticos. A quadrilha era especializada em fraudar licitações públicas, em conluio com gestores públicos. A prática criminosa do bando será investigada, também, pela Polícia Federal, pois há suspeita de desvios de recursos o governo federal.
Jhonatan Silva, assassino o jornalista Décio Sá
Além de matar o jornalista Décio Sá, Jhonatan confessou ter sido o autor do crime contra Fábio Brasil, corretor de carros, em Teresina. Fábio fora executado a mando de Júnior Bolinha e Gláucio por dívidas não quitadas. O jornalista Décio Sá estaria prestes a divulgar todos os detalhes desse crime, o que poderia mandar toda a quadrilha de agiotas para a cadeia. Diante dessa possibilidade, Jhonatan foi contratado pela quadrilha para matar o jornalista e blogueiro. Alguns dias antes de ser assassinado, Décio teria sido procurado por Júnior Bolinha para que não publicasse mais informações sobre o assassinato de Fábio Brasil, em Teresina.
Os agiotas Gláucio Alencar e seu pai, José Miranda
Aluísio Mendes disse, ainda, que essa organização criminosa conta com uma grande rede de proteção e que o objetivo é chegar outras pessoas que possam estar envolvidas com a prática delituosa do grupo. Não descartou a possibilidade de envolvimento de políticos com o bando.

Por medida de segurança, o matador de aluguel Jhonatan Silva pode ser transferido para um presídio de segurança máxima, pois é um arquivo vivo e pode ser alvo de alguma tentativa de eliminação, como queima de arquivo.
Foram presos na “Operação Detonando” Jhonatan de Sousa Silva, o assassino, de 24 anos; José de Alencar Miranda Carvalho, agiota, pai de Gláucio, de 72 anos; Gláucio Alencar Pontes Carvalho, empresário do ramo de merenda escolar e agiota, e 34 anos; Airton Martins Monroe, de 24 anos; José Raimundo Sales Chaves Júnior, o Júnior Bolinha, agiota, de 38 anos; Fábio Aurélio do Lago e Silva, o Júnior Buchecha, de 32 anos; e o capitão PM Fábio Aurélio Saraiva Silva, que teria fornecido a pistola .40 para assassinar o jornalista Décio Sá.

A polícia ainda está tentando prender o piloto da moto que deu fuga na Jhonatan Silva, logo após a execução do jornalista Décio Sá, na noite do dia 23 e abril, na Avenida Litorânea.


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