O prefeito Edivaldo Holanda cercado pelo senador Roberto Rocha e pelo vereador Astro de Ogum: aliados políticos, mas separados eleitoralmente
O prefeito Edivaldo Holanda tem que colocar os pingos nos is e definir quem é e quem não é seu aliado eleitoral na disputa por sua reeleição em 2016.
É importante que se distinga o aliado eleitoral do aliado político, este fruto das alianças de 2012 e da necessidade do apoio da Câmara Municipal para garantir o mínimo de governabilidade.
O aliado político não é necessariamente um aliado eleitoral, pois é um direito de todos buscar construir o próprio caminho para alcançar os desejados cargos eletivos.
E é neste aspecto que Edivaldo tem que pavimentar o seu caminho promovendo uma reforma administrativa e afastando os indicados por quem não vai acompanhá-lo no próximo ano, como são os casos de Astro de Ogum (PR) e Roberto Rocha (PSB), que já anunciaram que pretendem disputar as eleições de 2016.
Além das indicações pessoais dos dois caciques, também devem deixar a administração os designados pelos partidos que não vão compor a sua aliança eleitoral.
Até porque não tem sentido manter na Prefeitura quem não acredita que o prefeito merece renovar o seu mandato.
Da mesma forma Edivaldo deve formar uma base eleitoral no Palácio Pedro Neiva de Santana -o que é bem diferente da base política que por lá ele possui – para que juntos, vereadores e prefeito, conquistem a reeleição.
Ao bater na mesa e deixar claro que estes e somente estes poderão participar das entregas e anúncios das obras que realiza na cidade, com direito a um tratamento diferenciado no atendimento das indicações para seus redutos eleitorais, ele terá verdadeiramente um grupo que poderá chamar de seu.
Tanto Ogum como Rocha são aliados políticos de Edivaldo, mas não são aliados eleitorais, pois já evidenciaram que não vão apoiá-lo em 2016.
O primeiro tem sua importância como presidente da Câmara, onde garantiu uma maioria e conseguiu aprovar projetos de interesse da Prefeitura.
O segundo foi vice-prefeito e companheiro de caminhada em 2012 , onde desempenhou o seu papel para o resultado das urnas, embora não tenha sido o protagonista – como ele mesmo gosta de apregoar – para a vitória de Edivaldo contra o ex-prefeito João Castelo.
Todos foram politicamente recompensados durante esses dois anos e meio de administração.
E não tem o que reclamar, já que pretendem ser os primeiros a abandonar o navio que acreditam e trabalham para afundar.
Que Edivaldo seja grato pelo apoio político que recebeu, mas agora é hora de vaca desconhecer bezerro.
E no mais, passarinho que anda com morcego dorme de cabeça pra baixo!
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