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quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

PF prende servidores dos Correios por furtos que superam R$ 1 milhão em agências no Maranhão

Operação foi deflagrada em sete municípios depois de investigação que apontou organização criminosa em com membros dentro de agências no interior do Maranhão.
A PF revelou que a forma de agir dos criminosos sempre envolvia um servidor com acessos ilimitados na agência, como o gerente. 

A Polícia Federal deflagrou a operação “Hermes e o Gado II”, na manhã desta quinta-feira (13), contra servidores dos Correios, que furtaram dinheiro do Banco Postal em agências nos municípios Pio XII, São Luís Gonzaga, Matões do Norte, Urbano Santos, São Benedito do Rio Preto, Monção e Miranda do Norte, todas no interior do Maranhão. Somados os furtos as agências superam R$ 1 milhão.

A operação contou com o apoio da Superintendência dos Correios no Maranhão e chegou ainda a crimes como fraudes em benefícios do Bolsa Família e previdenciários.

Os policiais prenderam cinco pessoas, sendo quatro por mandados de prisão preventiva e um de prisão temporária, além de cumprir 11 mandados de busca e apreensão nos municípios São Luís, Itapecuru, Imperatriz, Bacabal, Santa Inês e Santa Luzia e Redenção, este no Pará. Com os investigados, a polícia encontrou ainda drogas e R$ 6 mil, que foram apreendidos.

Segundo investigações da Polícia Federal, em Pio XII, houve relação direta entre os crimes contra a agência e ações de uma facção criminosa com atuação em boa parte do Maranhão.

“Foi identificado, notadamente no município de Pio XII, o envolvimento de pessoas ligadas a uma organização criminosa (Orcrim) que se intitula Bonde dos 40. Os desfalques à agência dos Correios da cidade foram utilizados como forma de capitalizar a organização criminosa”, diz a PF em nota.

A Polícia Federal revelou que a forma de agir dos criminosos sempre envolvia um servidor com acessos ilimitados na agência, como o gerente. Ou ele furtava direto do cofre da agência ou facilitaria para a ação de outros.

Em algumas situações, a PF identificou que a maioria do dinheiro foi retirado do cofre ficando uma pequena quantia. Desta forma, com o desfalque na agência, a informação passada pelo servidor dos Correios ao sistema bancário era forma superficial e dava conta de que o cofre estaria “cheio”. Depois disto, um assalto era planejado e no fim das contas, a ideia que se passava era que no assalto, todo o dinheiro do cofre havia sido levado.

Além dessa forma de desfalque do dinheiro público, a PF identificou também a ativação de cartões de benefícios do Bolsa Família e previdenciários feito pelos servidores dos Correios. Segundo os investigadores, “o gerente possuía acesso aos sistemas corporativos, habilitava os cartões de benefício, até para pessoas mortas, o que possibilitava a obtenção de empréstimos bancários com os documentos esquentados”.

Participaram da operação, 60 policiais federais Maranhão, Pará, Piauí e Ceará; policiais militares Batalhão de Choque do Maranhão, com cães farejadores.

Com informações do G1 MA

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