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terça-feira, 16 de maio de 2017

O que Roseana Sarney deixou de mostrar na inserção do PMDB na TV; os casos de corrupção explícita

A ex-governadora Roseana Sarney foi destaque, ontem (15) à noite, em inserções do PMDB exibidas na TV. Nas aparições, a filha de Sarney mostra aquilo o que diz ter feito pelo Maranhão.

Roseana exibiu aquilo que considerou algo de positivo no seu governo, no entanto os crimes cometidos contra o Maranhão ao longo dos seus quatro mandatos como governadora apagam qualquer que tenha sido o feito da sua gestão.

Nos governos de Roseana Sarney, é importante lembrar que o Maranhão não avançou satisfatoriamente nos indicadores sociais, éramos sempre os últimos em tudo. Por conta do descaso e da incompetência, o estado retrocedeu e o povo não conseguiu sentir melhoras satisfatórias no seu dia a dia. O tal badalado crescimento ficou apenas nas promessas mirabolantes de campanha. Ficou um legado de miséria, atraso e retrocesso deixado por Roseana em quase quinze anos de poder.

A herança deixada por Roseana em todo esse tempo – e que não foi mostrada na TV – foi pobreza, desemprego e insegurança (quem não se lembra dos presos degolados em Pedrinhas?).
Apenas para refrescar a memória, Roseana Sarney deixou, nos seus quatro mandatos, 2 milhões de maranhenses abaixo da linha de miséria (renda per capita de R$ 70 por mês); 64% da população passando fome e as três piores cidades do país em renda per capita. Outra herança maldita da filha de Sarney foi 6,5% dos municípios maranhenses com rede de esgoto e dos 15 municípios brasileiros com as menores rendas, segundo o IBGE, dez situados no Maranhão (é o estado brasileiro com maior percentual de miseráveis).

Até o governo de Roseana Sarney, 64% da população passava fome, 19% era analfabetos, a mortalidade infantil afetava 39 bebês em cada 1000 nascimentos e apenas 7,8% dos domicílios tinham computador.
Em 2012, no governo de Roseana Sarney, o Maranhão tinha a segunda maior taxa de analfabetismo de jovens e adultos, com 20,8% da população de 15 anos ou mais sem saber ler e escrever e altas taxas de mortalidade infantil. Infelizmente, nas gestões da filha do ex-senador José Sarney, o estado viveu seus piores momentos, foram dias de fome, insegurança e desemprego, ciclo de mazelas aterrorizante encerrado com a saída de Roseana do Palácio dos Leões em 2014.

Em 2015, a renda per capita média do brasileiro chegou a R$ 1.113,00, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios do IBGE. Enquanto o Distrito Federal ficou em primeiro, com R$ 2.252,00, o Maranhão amargou o último lugar, com R$ 509,00.

Outras lembranças péssimas que, sem dúvidas, a população maranhense não sente saudades:
O engodo da Refinaria da Petrobras em Bacabeira, que não saiu do papel; o golpe do pólo têxtil de Rosário, que levantou 24 milhões de dólares de empréstimos da SUDENE junto ao BNB e enganou cerca de 4 mil homens e mulheres humildes da região do Munin; e o caso Usimar, que contou com o decisivo apoio da governadora Roseana Sarney. O Conselho Deliberativo da SUDAM aprovou um projeto no valor global de U$ 1,38 bilhão e liberou uma parcela inicial de 44 milhões de dólares para a instalação de uma fábrica de autopeças no Distrito Industrial de São Luís. A empreiteira Planor construiu um barracão no local, mas o empreendimento nunca saiu do papel e o dinheiro liberado desapareceu.

Sem falar do embuste da tal reserva de gás em Capinzal do Norte, Trizidela do Vale e Santo Antônio dos Lopes, o que seria a salvação/redenção do Maranhão. Festejado pelos Sarneys que suas empresas (OGX E EBEX) haviam descoberto a ‘meia Bolívia’ de gás natural no interior do Maranhão, o empresário Eike Batista, agora preso, foi incensado e promovido a semideus por José Sarney, Roseana e integrantes do seu grupo, mas logo viu seu império cair. Nada de exploração de gás no Maranhão e os milhares de empregos que seriam gerados não passaram de fantasia. Ficou a miséria dos maranhenses enganados por Eike e Roseana Sarney.
Quanto aos casos de corrupção, vale lembrar que a ex-governadora Roseana Sarney é acusada pelo Ministério Público e pela Justiça de ter cometido quatro graves crimes pelos quais pode ser condenada a pelo menos 6 anos de prisão. Há uma ação ingressada pelo Ministério Público do Maranhão de improbidade por um suposto rombo de R$ 1 bilhão nos cofres estaduais no esquema de fraudes em isenções fiscais quando Roseana era governadora.

Roseana aparece nas planilhas da Odebrecht que listam pagamento de propina, segundo publicação do site Congresso em Foco. A empresa é acusada de pagar propina para políticos e funcionários da Petrobras.

Esse tempo sombrio não passou no programa de Roseana veiculado nesta segunda-feira na TV. Propositalmente, a inserção do PMDB esqueceu de relembrar a ‘idade das trevas’ do Maranhão onde a insegurança, a opressão e o sofrimento imperava na vida dos maranhenses. O Maranhão, sob o domínio dos Sarney, na verdade empobreceu e permaneceu nas piores posições nos indicadores sociais.

Outros crimes de Roseana contra o Maranhão

Abaixo, listamos uma série de mazelas e malfeitos praticados em décadas de sarneisismo no Maranhão.

*Roseana Sarney mandou pagar indevidamente 33 milhões de dólares para duas empreiteiras (a EIT e a Planor, que segundo investigações da Polícia Federal, tem como sócios integrantes da OCRIM – Organização Criminosa – comandada pelo irmão de Roseana, o engenheiro Fernando Sarney). As duas empresas deveriam ter construído a MA -008, de Paulo Ramos a Arame. A estrada nunca foi construída.
Os escombros do pólo de confecções de Rosário
*Golpe do pólo têxtil de Rosário, que levantou 24 milhões de dólares de empréstimos da SUDENE junto ao BNB e enganou cerca de 4 mil homens e mulheres humildes da região do Munin. Os quatro galpões industriais foram construídos pela empresa Pleno, de Severino Cabral (sócio do marido da governadora em um hotel em Balsas) e foi o próprio Jorge Murad quem trouxe o empresário chinês Chhai Kwo Chheng, responsável pelo negócio, do Ceará no final de 1995.

*Contrato do Telensino com a Fundação Roberto Marinho custou cerca de R$ 110 milhões, através de recursos federais liberados pelo projeto Alvorada. Centenas de milhares de jovens estudantes não conseguiram acompanhar as aulas dadas em televisões, sem a presença de professores em sala de aula e tiveram sua formação educacional bastante prejudicada. Em 2002, ano que Roseana se afastou do governo para candidatar-se ao Senado Federal, só existiam escolas públicas de ensino médio em 58 dos 217 municípios maranhenses.
O 'cemitério' do Italuís II
*Golpe da Usimar dado pelo empresário paranaense Teodoro Hubner Filho, que contou com o decisivo apoio da governadora Roseana Sarney e do supersecretário de Planejamento, Jorge Murad. O Conselho Deliberativo da SUDAM aprovou um projeto no valor global de U$ 1,38 bilhão e liberou uma parcela inicial de 44 milhões de dólares para a instalação de uma fábrica de autopeças no Distrito Industrial de São Luís. A empreiteira Planor construiu um barracão no local, o empreendimento nunca saiu do papel e o dinheiro liberado tomou doril!

*Aplicações ilegais de recursos públicos do Fundo Previdenciário do Estado (U$ 20 milhões) e da Capof (Caixa de Assistência dos Funcionários Aposentados do BEM), U$ 16 milhões, no Banco Santos, de propriedade do padrinho de casamento do casal Sarney&Murad, Edmar Cid Ferreira, do qual Roseana era dependente em um cartão de crédito internacional. O banco faliu e a aplicação da Capof foi totalmente perdida e o Estado conseguiu a devolução de parte dos recursos de seu fundo previdenciário.
O que restou da Usimar
*Tomada de empréstimo de U$ 275 milhões junto ao Banco Central para sanear as contas do BEM. O Estado depois ainda fez um aporte de R$ 58 milhões no BEM que faliu em seguida, foi privatizado e vendido ao Bradesco.

*Liberação de 70 milhões de dólares, via BNB, para a empresa baiana Coesa implantar o projeto de irrigação de Salangô, em São Mateus, que foi abandonado.

*O esquema de corrupção na obra de construção do Italuís II, embargada pela CGU. Essa obra foi iniciada em 2000, em um dos governos de Roseana, mas foi embargada em 2003, pela Controladoria Geral da União, por suspeitas de irregularidades graves, como superfaturamento e licitação dirigida para favorecer as construtoras OAS e Gautama. Uma obra orçada em mais de R$ 300 milhões, sendo R$ 152,5 milhões para a OAS, e R$ 149,4 milhões para a Gualtama. A obra foi paralisada, mas não se tem notícia de que alguma dessas empresas tenha sido condenada a devolver dinheiro aos cofres públicos. Nem, tampouco, ficaram inadimplentes com o Governo Federal, pois continuaram participando de licitações normalmente.
Os esqueletos do Italuís II são um monumento à incompetência de Roseana Sarney como gestora. Um símbolo da corrupção que marcou as passagens dela pelo governo. É mais uma obra inacabada que figura entre os inúmeros projetos malfadados que serviram para sugar recursos públicos.
*O esquema de desvios de recursos da Secretaria de Estado da Saúde (SES) por meio do programa ‘Saúde é Vida’, que prometia a implantação de 72 hospitais no interior do Estado. Segundo o MP, os desvios chegam a aproximadamente R$ 1 bilhão. Uma das empresas fez doação de mais de R$ 1 milhão para a campanha de Roseana. 

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