colaboração para a Folha Online
O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, afirmou nesta segunda-feira que a Polícia Federal não precisará investigar os senadores suspeitos de nomear parentes, amigos, criar cargos e aumentar salários de servidores por meio dos chamados atos secretos do Senado. Os atos são secretos porque seus autores não os divulgaram na intranet do Senado.
Apesar de a PF ter pedido ao Senado a apresentação de papéis para prestação de contas, Mendes disse que a PF não deve investigar os políticos envolvidos. "Certamente não haverá nenhuma necessidade de intervenção, de investigação de polícia ou do Ministério Público. Acho que o tema vai ser esclarecido", disse.
Para justificar, ele saiu em defesa dos parlamentares. "Estou certo de que o Senado Federal saberá superar bem essa crise administrativa", afirmou ele ao visitar a Faculdade de Direito do Largo São Francisco, em São Paulo.
Ele disse que essa reação partirá dos próprios senadores. "Estou muito confiante de que os políticos brasileiros, que tem dado lições cabais de sabedoria, saberão também superar essa crise", disse.
OAB
Hoje, o presidente nacional da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Cezar Britto, pediu a responsabilização política dos senadores que tomaram conhecimento dos atos secretos, mas permaneceram omissos. "Essa responsabilização pode envolver, inclusive, a hipótese da perda de mandato", afirmou ele.
Britto pediu investigação e punição por parte do Ministério Público e do TCU (Tribunal de Contas da União). "Se as investigações concluírem que determinado senador sabia que tal ato secreto estava produzindo efeito, o senador tem que ser responsabilizado [...] tudo tem que ser devidamente investigado."
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