Rádio Voz do Maranhão

segunda-feira, 23 de maio de 2011

SECRETÁRIO DIZ QUE GREVE NO TRANSPORTE COLETIVO É PROBLEMA DOS EMPRESÁRIOS E DO SINDICATO DOS EMPREGADOS

Em entrevista ao programa Bastidores, apresentado pelo radialista Ivison Lima, na Rádio Capital AM, o secretário municipal de transportes, Clodomir Paz, disse que a greve é problema das partes envolvidas (empresários e trabalhadores do setor). Segundo ele, a secretaria chegou a tentar evitar a greve com uma reunião entre as partes em litígio no último sábado. Como não foi possível, o secretário esperava que a decisão judicial de manter 80% da frota em circulação fosse cumprida pelos trabalhadores.

Na verdade, a decisão não foi cumprida porque os empresários não permitiram a saída dos ônibus das garagens, temendo algum ato de vandalismo que pudesse causar prejuízos maiores. Motoristas e cobradores ainda chegaram a se concentrar nos portões das empresas, mas nenhum ônibus saiu para circulação.

O secretário, diante dessa decisão dos empresários, resolveu encaminhar ofício ao TRT informando sobre o descumprimento da decisão judicial. A multa prevista ao sindicato dos motoristas, pelo descumprimento da decisão, é de R$ 50 mil reais por dia. Talvez essa multa não seja levada em conta pelo fato de a decisão de colocar a frota em circulação ter sido dos empresários.

Questionado sobre as alternativas que poderiam ser postas em prática pela SMTT, para evitar transtornos aos usuários do sistema, Clodomir disse que apenas táxis e mototáxis poderiam circular. “A Secretaria não pode autorizar a circulação de transporte alternativo (como vans e kombis) por não ser legal”, disse o secretário. Acredito que Clodomir não tem conhecimento da ação de veículos de lotação diariamente para a área Itaqui-Bacanga, onde o transporte coletivo é insuficiente para atender a demanda.

Na verdade, muitas pessoas conseguiram chegar aos locais de trabalhos nesta segunda-feira por conta dos veículos particulares que estão fazendo lotação. Muitos taxistas reclamam da concorrência, pois o valor cobrado está abaixo de uma bandeirada, que está em R$ 2,50.

Representantes e trabalhadores devem ser convocados para audiência na tarde de hoje na Justiça Tabalhista.

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