Rádio Voz do Maranhão

quinta-feira, 3 de agosto de 2023

Mulheres que mataram a transexual Natasha Nascimento são condenadas a mais de 10 anos de prisão em São Luís Gonzaga do Maranhão; elas vão recorrer em liberdade

Arlieude de Sousa foi condenada a 16 anos e 11 meses de prisão, e Francy Rebeca a 11 anos e 7 meses, mas vão poder recorrer da decisão da Justiça em liberdade

Arlieude de Sousa Ferreira e Francy Rebeca Morais foram condenadas em júri popular pela morte da transexual Natasha Nascimento, que foi brutalmente espancada após sair de uma festa. O julgamento aconteceu nessa quarta (2), no Fórum do município de São Luís Gonzaga do Maranhão, na região do Médio Mearim.

Arlieude de Sousa foi condenada a 16 anos e 11 meses de prisão, e Francy Rebeca a 11 anos e 7 meses, mas vão poder recorrer da decisão da Justiça em liberdade. O júri popular teve início logo pela manhã, e durou mais de 10 horas.

Nove testemunhas foram convocadas para a sessão, cinco de acusação e quatro indicadas pela defesa das acusadas. O primeiro a ser ouvido foi o vigia de escola que fica localizada próximo à estrada onde a vítima foi encontrada espancada.

A defesa das acusadas alegou que Natasha não foi assassinada, mas vítima de atropelamento. No entanto, a mãe da vítima afirma que foram essas mulheres que mataram a filha pois, segundo ela, isso foi confirmado por Natasha quando ela estava internada em São Luís.

“Eu perguntei: ‘Minha filha sabe quem foi? Aperta minha mão’. Aí ela apertava minha mão, que tinha sido [elas]”, disse Deusina Nascimento.

Cinco pessoas foram indiciadas por participarem do espancamento de Natasha Nascimento. O homem que, segundo polícia, seria o dono da motocicleta usada por elas no dia do assassinato, foi condenado por crime de trânsito e já cumpriu a sentença.

O crime

O crime aconteceu em 2020. Natasha Nascimento foi espancada por cinco pessoas enquanto passava pela BR-316, na altura de São Luís Gonzaga. Ela teve seis costelas quebradas, o maxilar deslocado e várias fraturas pelo corpo.

Natasha ficou internada por duas semanas no Hospital Dr. Carlos Macieira, em São Luís, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos e morreu.

A mãe de Natasha, Delsina Nascimento, relatou que a filha sempre enfrentou desafios por conta da orientação sexual e que temia pela segurança da família.

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