quinta-feira, 25 de junho de 2026

Morre, aos 75 anos, o radialista e comerciante Robson Neri, o ‘Garoto do Bigode’

Robson já havia enfrentado problemas graves de saúde entre os anos de 2019 e 2020, período em que permaneceu internado na capital maranhense, mas havia se recuperado

Faleceu no início da tarde desta quinta-feira (25), aos 75 anos de idade, o ex-radialista e comerciante Sebastião Edson de Paula Neri, conhecido em todo o Nordeste pelo pseudônimo de Robson Neri ou pelo apelido de “Garoto do Bigode”.

O comunicador estava internado há cerca de 30 dias em um hospital situado no bairro do Olho d’Água, após sofrer complicações decorrentes de um sério problema neurológico que evoluiu para um Acidente Vascular Cerebral (AVC).

A confirmação do óbito foi dada pela esposa, Zenaide, e por seus filhos, Jefferson e Katiuscia, que residem em Brasília e se deslocaram para São Luís para acompanhar o pai.

Robson já havia enfrentado problemas graves de saúde entre os anos de 2019 e 2020, período em que permaneceu internado na capital maranhense, mas havia se recuperado. Desta vez, após uma piora clínica severa na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), ele não resistiu.

A figura simpática de Robson Neri estava fortemente associada ao comércio popular. Atualmente, ele trabalhava de forma ambulante, percorrendo avenidas e mercados tradicionais da cidade em um veículo adaptado onde vendia caldos e coxinhas.

O carisma com que conquistava a clientela foi lapidado em décadas de atuação nos principais microfones de rádio do Nordeste.

O “Garoto do Bigode” teve seu auge no rádio maranhense durante as décadas de 1970 e 1990, sendo um dos melhores narradores esportivos da região, chegando a comandar a equipe de esportes da antiga Rádio Ribamar AM. Conhecido pela estatura baixa e um temperamento extrovertido, ele logo se tornou uma das vozes mais célebres do meio de comunicação. O apelido que carregou até o fim da vida surgiu de sua própria fisionomia: “Eu sou pequenininho e sempre usei um bigodão”, contava ele em entrevistas, com o bom humor que lhe era característico.

O “Garoto do Bigode” encerrou sua trajetória radiofônica de forma precoce em 1990, motivado por desavenças e relacionamentos conturbados nos bastidores das emissoras. A decisão de deixar os estúdios para trás e empreender causou espanto na época. “Disseram que eu era doido! Um radialista começar a vender caldo de cana. Disseram que eu era maluco”, disse.

Ele estabeleceu inicialmente uma lanchonete na Praça Deodoro, marco zero do comércio no centro de São Luís, onde por 26 anos serviu pizza acompanhada de caldo de cana. Com o passar do tempo, adaptou-se às dinâmicas da cidade e passou a comercializar seus produtos de forma móvel. Robson somava prestígio no comércio maranhense, consolidado tanto pela qualidade de seus produtos quanto por sua excêntrica maneira de divulgá-los.

Até o fechamento desta reportagem, a família e os amigos de Robson Neri ainda não haviam definido as informações relativas aos locais de velório e sepultamento, em virtude do falecimento recente.

Com informações de O Imparcial

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Nota do editor

Robson Nei foi um dos melhores narradores esportivos do rádio maranhense. Serei sempre grato pela oportunidade que ele me deu no início da minha trajetória no rádio esportivo, quando eu ainda era estudante de comunicação. Na equipe comandada por ele, na antiga Rádio Ribamar, em pouco tempo, cheguei à reportagem nas jornadas esportivas. Foram seis meses de um aprendizado excelente, preparando-me para a atuação em outras emissoras. Que Deus conforte toda a família neste momento de dor! Siga com Deus, grande “Garoto do Bigode”!

Gilberto Lima


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