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sábado, 7 de maio de 2016

Dilma: Não sou dura. Sou honesta. É diferente


"Querem o impeachment porque não gostam de onde eu faço minhas escolhas para gastar o dinheiro, em prol do povo. Como eu não tenho contas no exterior, não recebi dinheiro de propina, nem de corrupção. Aliás, falam que eu sou uma pessoa dura. Não sou uma pessoa dura. Sou uma pessoa honesta. É diferente", disse Dilma, em Palmas.
do Brasil 247

A presidente Dilma Rousseff participou, neste sábado (7), da inauguração da unidade de Pesca e Aquicultura da Embrapa em Palmas (TO). No evento, ela afirmou que vai continuar lutando contra o pedido de impeachment. "Esse pedido não tem base legal", disse ela, lembrando que os créditos de suplementação foram assinados também pelos ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e Lula (PT), além de governadores. "O que se verifica são que atos de fato graves como muitos praticados por ex-governadores passam em brancas nuvens", afirmou.

"Querem o impeachment porque não gostam de onde eu faço minhas escolhas para gastar o dinheiro. Como eu não tenho contas no exterior, não recebi dinheiro de propina, nem de corrupção. Aliás, falam que eu sou uma pessoa dura. Não sou uma pessoa dura. Sou uma pessoa honesta. É diferente", disse. "Eu não pratiquei crime", ressaltou.

"É uma tentativa de fazer uma eleição para colocar no governo uma pessoa que não tem voto suficiente para lá chegar. Se eles chegarem para o povo brasileiro para apresentar suas propostas, o povo não vai aceitar. Querem tirar dinheiro do programa Minha Casa Minha Vida. Eles falam que vão focar nos mais pobres no programa Bolsa Família. Ou seja, eles vão tirar 36 milhões do Bolsa Família. Querem fazer economia com o dinheiro dos mais pobres. Jamais se elegeriam. Então o caminho mais fácil é o da eleição indireta", disse. "Acho que será difícil quebras todos os nossos programas. Mas que eles irão tentar, eles vão", avisou.

"O Brasil só será um grande país se preservarmos a democracia. Foi a democracia que permitiu que a gente estabilizasse o país, que tirasse o país do mapa da fome", destacou. "Será sempre a democracia que vai permitir que o nosso país cresça", reforçou. "Se querem fazer um julgamento político do meu governo recorram ao povo brasileiro e não ao impeachment", disse.

Ao se referir a Kátia Abreu, ainda no início do seu discurso, a presidente disse que reconhecia "a lealdade, o elevado sentido ético, a dignidade e a força" da peemedebista.

Kátia Abreu

A ministra da Agricultura senadora Kátia Abreu, do PMDB, fez um discurso extremamente elogioso ao trabalho da presidente. "Tenho orgulho de ser sua ministra", afirmou.

Ela criticou ex-ministros do governo que estão contra Dilma. "Foram parceiros dos acertos e dos erros e agora estão correndo para o outro lado", afirmou.

O evento

Na Embrapa, a presidente visitou um caminhão que faz todo o processamento de peixes. Depois ela acompanhou a chipagem de um pirarucu, que é a colocação de um chip para a identificação do peixe, em um tanque dentro da Embrapa. De acordo com a Embrapa, a unidade teve investimento de R$ 29 milhões e desenvolve trabalhos em duas frentes. Em uma delas, as temáticas de pesca e aquicultura tem pesquisas em âmbito nacional.

Já em nível regional, na área do chamado Matopiba (que abrange partes dos estados do Maranhão, do Tocantins, do Piauí e da Bahia), são trabalhados sistemas integrados e sustentáveis de produção agropecuária. Com 337 municípios distribuídos em 73 milhões de hectares, o território tem quase 6 milhões de brasileiros e 324 mil estabelecimentos agrícolas.

Próxima dos portos de Belém, de São Luís, de Pecém (CE) e de Suape (PE), a região caracteriza-se pelo baixo preço das terras e pela uniformidade do clima, do solo e do relevo, que facilitam a mecanização agrícola e têm atraído cada vez mais agricultores. A região se ressente, no entanto, da falta de uma malha rodoviária mais eficiente para o escoamento.


Durante o ato, foi assinada cooperação do projeto Embrapa – BNDES Aquicultura, que vai contar com investimentos de R$ 57 milhões. A maior parte dos recursos (80%), que serão utilizados em pesquisa de aquicultura e pesca, é proveniente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, sendo 10% do Ministério da Agricultura e 10% da própria Embrapa.

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