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quarta-feira, 24 de maio de 2017

Weverton Rocha diz que a impunidade do dono da JBS sinaliza que o crime compensa

Depois de assinar proposta que tem o objetivo de criar uma pressão a favor da anulação da delação firmada por Joesley Batista, da JBS, o deputado federal Weverton Rocha, líder do PDT na Câmara, divulgou uma nota intitulada de “Chega de impunidade!”, onde descarta qualquer tentativa de cancelar o acordo feito pelo empresário com a Procuradoria-Geral da República.

Para Weverton Rocha, todos os que cometem crimes devem pagar, isso inclui a JBS. “O empresário Joesley Batista, sócio da JBS, confessou ter ‘comprado’ dois juízes e um procurador, revelou ter pago pelo silêncio de um ex-presidente da Câmara e afirmou que impulsionou o crescimento do seu grupo empresarial com negociatas. Além de não responder por nenhum desses crimes, ainda obteve grandes lucros com a compra de dólares durante a crise”, diz o deputado.

Para ele, a impunidade do empresário sinaliza que o crime compensa. “Por esta razão, assinei uma proposta de fiscalização e controle para investigar irregularidades praticadas pelo Grupo J&F e suas empresas, incluindo a JBS, no mercado financeiro e de capitais”, acrescenta.

Weverton diz, ainda, que não se trata de cancelar o acordo de delação de Joesley Batista, mas de fazer com que os crimes cometidos e confessados por ele tenham consequência. “Os objetos das delações devem continuar a serem investigados, e onde houver comprovadamente ilegalidade, os culpados devem ser punidos, todos eles”, finaliza o pedetista.

A proposta de fiscalização e controle é assinada pelos líderes do governo na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PPPB), e no Congresso, André Moura (PSCSE), além de líderes de 17 partidos, do governo e da oposição, que reúnem 448 dos 513 deputados (87% do total). Na oposição, assinaram a proposta os líderes do PT, Carlos Zarattini (SP), do PDT, Weverton Rocha (MA), e do PSB, Tereza Cristina (MS).

A proposta pede que a Câmara realize o ato de fiscalização com o Tribunal de Contas da União e, se necessário, com outros órgãos, como Banco Central, Comissão de Valores Mobiliários, Ministério da Transparência e AGU (Advocacia-Geral da União).

Em sua delação, os executivos da JBS afirmam ter pago propina a 1.829 políticos, do governo e da oposição, em um total de quase R$ 600 milhões. As suspeitas atingiram em cheio o presidente Michel Temer, que desde então viu seu cargo ficar sob ameaça.

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