sábado, 7 de abril de 2018

"A morte de um combatente não para uma revolução", diz Lula, que se entregará à PF neste sábado, às 16h


"Não adianta tentar evitar que eu ande por esse país, porque tem minhões de Lulas, Boulos, Manuelas e Dilmas caminhando pelo Brasil”, afirmou o ex-presidente durante o ato deste sábado (7) no Sindicato dos Metalúrgicos.
Do Brasil de Fato

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva acaba de dizer que irá se entregar à Polícia Federal neste sábado (7). O anúncio do se deu um dia após a expedição do mandado de prisão realizado pelo juiz de primeira instância Sérgio Moro. Lula teria que ter se apresentado até às 17h dessa sexta-feira (6). Porém, junto a movimentos populares e milhares de militantes, Lula organizou uma resistência. No mesmo dia, diversas mobilizações ocorreram em todo o Brasil e em dezenas de cidades pelo mundo.

"Não adianta tentar evitar que eu ande por esse país, porque tem minhões de Lulas, Boulos, Manuelas e Dilmas caminhando pelo Brasil”, afirmou o ex-presidente durante o ato deste sábado (7) no Sindicato dos Metalúrgicos, em São Bernado do Campo (SP). A atividade iniciou com a missa em homenagem à Dona Marisa Letícis, companheira de Lula que faleceu no ano passado. Hoje ela completaria 68 anos de idade.

"Eu não sou mais um ser humano, eu sou uma ideia. Todos vão virar Lula e andar por esse país. A morte de um combatente não para uma revolução. Não adianta achar que tudo vai parar. O meu coração baterá no coração de vocês e pelos milhões de corações dos brasileiros", discursou Lula a milhares de pessoas que o acompanham em São Bernado.

Após uma fala de cerca de 55 minutos, Lula saiu literalmente carregado nos braços do povo. O ex-presidente se entregará à Polícia Federal às 16h deste sábado. Uma vigília já está sendo preparada em Curitiba (PR) para recepcioná-lo.

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