Acantonado no palácio de governo do Maranhão, o governador cassado Jackson Lago (PDT) recorreu ao STF contra decisão anunciada na véspera pelo TSE.
Numa tentativa desesperada de evitar a posse de Roseana Sarney (PMDB), os advogados de Jackson inovaram.
Pediram ao Supremo que negasse a entronização da filha de José Sarney até o julgamento de um recurso que ainda pretendem protocolar no tribunal.
Ou seja, queriam que o STF barrasse Roseana antes mesmo de expor as suas razões em recurso regularmente formulado.
O pedido foi à mesa do ministro ministro Ricardo Lewandowski. Em despacho instantâneo, ele decidiu o obvio.
Disse que não cabe ao STF conceder uma liminar, com efeitos suspensivos, com base num recurso que nem sequer veio à luz. Corresponderia a pôr o carro adiante dos bois.
Assim, manteve-se a posse de Roseana. Nada impede que Jackson Lago formule o seu recurso. Mas terá de fazê-lo do lado de fora do palácio.
Alheia à movimentação do oponente, Roseana foi diplomada pelo TRE e empossada pela Assembléia Legislativa do Maranhão. E começou a definir o secretariado.
Corre contra Roseana, no mesmo TSE que passou na lâmina o mandato de Jackson Lago, uma ação em que é acusada de abuso do poder econômico no pleito de 2006.
Depois de condenar o “sujo”, a Justiça Eleitoral ainda terá de julgar a suposta mal lavada”.
O relator do processo contra Roseana é Eros Grau, o mesmo ministro que analisou os autos que levaram ao infortúnio de Jackson.
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