Gilberto Lima
Os policiais e bombeiros em greve devem ter
cuidado para não cercearem a liberdade de expressão, com afrontas e ameaças a profissionais da comunicação.
Leio no blog do colega jornalista Décio
Sá que o fotógrafo do EMA, Biaman Prado, foi agarrado por alguns policiais,
não sendo agredido por conta da interferência do coronel Pinheiro Filho. O
próprio jornalista e blogueiro relata que estava sofrendo ameaças.
Ora, informar e opinar é da natureza do
jornalista, do profissional da comunicação. Numa democracia, deve-se aprender a
conviver com aqueles que têm opiniões contrárias às nossas, que pensam
diferente. Tem-se que praticar a tolerância.
É sabido que cada veículo de comunicação
tem sua linha editorial que norteia o trabalho de seus profissionais. Muitas
vezes desagrada a alguém ou a determinados segmentos.
Querer resolver divergências de opinião
com violência, é típico de ditadores e intolerantes.
É salutar que os policiais intolerantes
saibam que nós, profissionais da imprensa, dispomos de entidades fortes e
respeitadas que repudiam qualquer ato de violência contra jornalistas, como a
FENAJ, ABI, ABRAJI, dentre outras.
Quero manifestar minha solidariedade aos
colegas de profissão que estão tendo seus direitos aviltados e cerceados por
aqueles que acham que o bom jornalismo é só aquele que tece elogios ao
movimento grevista.
Convém lembrar, ainda, que a Assembleia
é um espaço público, não propriedade privada de um determinado grupo. O acesso
é livre e irrestrito a quem quer que seja, independente da coloração
político-partidária. A quem concorde ou não com o movimento paredista.
Se alguém está se sentindo ofendido com
o trabalho de algum profissional que procure o foro adequado para buscar
reparação. Só nas ditaduras a imprensa é silenciada!
E viva o jornalismo!


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