quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Que mal a imprensa pode causar aos policiais em greve?


Gilberto Lima

Os policiais e bombeiros em greve devem ter cuidado para não cercearem a liberdade de expressão, com afrontas e ameaças a profissionais da comunicação.

Leio no blog do colega jornalista Décio Sá que o fotógrafo do EMA, Biaman Prado, foi agarrado por alguns policiais, não sendo agredido por conta da interferência do coronel Pinheiro Filho. O próprio jornalista e blogueiro relata que estava sofrendo ameaças.

Ora, informar e opinar é da natureza do jornalista, do profissional da comunicação. Numa democracia, deve-se aprender a conviver com aqueles que têm opiniões contrárias às nossas, que pensam diferente. Tem-se que praticar a tolerância.

É sabido que cada veículo de comunicação tem sua linha editorial que norteia o trabalho de seus profissionais. Muitas vezes desagrada a alguém ou a determinados segmentos.

Querer resolver divergências de opinião com violência, é típico de ditadores e intolerantes.

É salutar que os policiais intolerantes saibam que nós, profissionais da imprensa, dispomos de entidades fortes e respeitadas que repudiam qualquer ato de violência contra jornalistas, como a FENAJ, ABI, ABRAJI, dentre outras.

Quero manifestar minha solidariedade aos colegas de profissão que estão tendo seus direitos aviltados e cerceados por aqueles que acham que o bom jornalismo é só aquele que tece elogios ao movimento grevista.

Convém lembrar, ainda, que a Assembleia é um espaço público, não propriedade privada de um determinado grupo. O acesso é livre e irrestrito a quem quer que seja, independente da coloração político-partidária. A quem concorde ou não com o movimento paredista.

Se alguém está se sentindo ofendido com o trabalho de algum profissional que procure o foro adequado para buscar reparação. Só nas ditaduras a imprensa é silenciada!

E viva o jornalismo!

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