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quinta-feira, 25 de maio de 2017

Romero Jucá será investigado pelo Supremo por corrupção e peculato

Senador Romero Jucá é suspeito de ter recebido propina por ter facilitado contrato de publicidade dos Correios com a Confederação Brasileira de Tênis
A Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de inquérito para investigar o senador Romero Jucá (PMDB-RR), suspeito de ter recebido dinheiro público e, portanto, cometido crimes de peculato e corrupção passiva. Quem deverá autorizar ou não a abertura do inquérito é o ministro Dias Toffoli.

Romero Jucá levantou suspeita por conta de um contrato de publicidade dos Correios com a Confederação Brasileira de Tênis (CBT). No fim de 2014, a CBT estava sendo investigada quando a ex-contadora da confederação, Kátia Maria Freitas Mueller, apresentou um documento que indicava que uma verba estava sendo desviada para um senador.

A anotação teria sido escrita por Marisa de Souza Alija Ramos, advogada da funcionária da confederação, que confessou, em 2016, ser Jucá o destino do dinheiro. Quem recebia a quantia era o ex-assessor Alexandre Jardim, que trabalhou com o peemedebista no Ministério da Previdência Social e no Senado, de 2005 a 2009. Por conta da citação à um parlamentar, o caso foi enviado ao STF.

De acordo com a PGR, o senador teria recebido a propina para favorecer um contrato de patrocínio esportivo dos Correios com a CBT. Com o fechamento do acordo, o assessor de Jucá receberia 10% do valor, que iria direto para Jucá, por conta do lobby realizado.

A defesa do parlamentar afirmou, em nota, que ele está à disposição e irá prestar esclarecimentos à Justiça. “Em relação a inquérito aberto hoje pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, o senador Romero Jucá afirma que ainda não teve conhecimento do processo, mas está à disposição da Justiça para esclarecimentos”, informou.

Desenrolar

O procurador-geral da República também vai querer ouvir outros envolvidos no esquema. Foi pedido ao STF também os depoimentos de Alexandre Jardim, e outros citados nas investigações, como Sérgio Opreá e Bruno Ferreira, sócios de empresas de tênis, o ex-diretor financeiro da CBT, Anderson Rubinatto Filho, o proprietário da Brascourt Pisos Esportivos, construtora de quadras de tênis, Ricardo Marzola Filho e ex-presidente da Nike Chris Kypriotis, que coordenou o departamento financeiro da CBT por um tempo.

Janot também solicitou ao Supremo autorização para conseguir documentos dos Correios, entre eles, informações detalhadas dos repasses feitos em decorrência do patrocínio da CBT.


do Último Segundo/iG São Paulo

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