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segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Flávio Dino: Privar Lula de liberdade é uma violência



Flávio Dino (PCdoB) avalia que os "julgadores de Lula foram muito passionalizados, pouco sóbrios e pouco comprometidos até mesmo com a aparência de imparcialidade".
Sobre a disputa presidencial, ele defende que "passada a eleição, não é possível nenhum tipo de reparação a Lula". Ele ressalta ser uma "violência privar Lula de sua liberdade".

Do Brasil 247

Ex-juiz federal, o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), concedeu nesta segunda-feira 29 uma entrevista coletiva no Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, em São Paulo, em que comentou a condenação em segunda instância do ex-presidente Lula no TRF4, em Porto Alegre.

Ele observou que "as pessoas estão vendo e há consenso, na comunidade dos intérpretes da lei, de que o julgamento foi atípico. "Os julgadores de Lula foram muito passionalizados, pouco sóbrios e pouco comprometidos até mesmo com a aparência de imparcialidade", afirmou. "É um absurdo que a pena de Lula seja fixada justamente para evitar a prescrição", criticou ainda.

Sobre a disputa presidencial desse ano, Dino defendeu que "passada a eleição, não é possível nenhum tipo de reparação a Lula". "Em condições normais, a lei garante a Lula o direito a uma liminar para disputar a eleição. É uma luta justa e legítima", disse.

Ele ressalta ser "fundamental que, com preferência ou não pelo presidente Lula, todos que acreditam na Constituição e na democracia reconheçam a violência que é privar Lula de sua liberdade".

"Temos de empreender essa luta institucional pelo direito de Lula ser candidato. Os recursos são escassos, mas existem. É uma dimensão fundamental da luta de classes, pois é disso que se trata", analisou.

Para ele, "a principal contradição e questão da luta de classes no país, hoje, é a narrativa em torno do julgamento de Lula. Inviabilizar um candidato como caminho para a aplicação de um programa de retrocessos".

O governador também faz uma crítica indireta ao juiz Sergio Moro, que condenou Lula em primeira instância: "O desejo de aparecer em capa de revista, ganhar o prêmio de homem do ano, calcular ações a tempo de sair no Jornal Nacional... são coisas que contaminaram o Judiciário".

Confira a íntegra de sua fala:

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