PMs estão entre os presos em ação de
combate ao jogo do bicho; são 37 presos
Jornal do Brasil
Entre os 37 presos na Operação Dedo de
Deus, desencadeada para combater o jogo do bicho em quatro estados brasileiros,
estão dois policiais militares. A informação foi divulgada pela chefe de
Polícia Civil, Martha Rocha, durante entrevista coletiva nesta manhã. O número
de presos até as 11h30 desta quinta-feira é de 37. Destes, 33 por mandados e
outros quatro em flagrante.
Além dos PMs, um guarda municipal de
Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, também está entre os presos. Um
policial civil segue foragido. Ao todo a Justiça expediu 60 mandados de prisão.
A ação acontece nos estados do Rio de Janeiro, Bahia, Pernambuco e Maranhão.
O ex-prefeito do município de
Teresópolis, Mario Tricano, está entre os presos. Segundo informações da
polícia, Tricano teria sido o responsável por propagar o jogo do bicho em toda
a Região Serrana. Ele também é apontado como mantenedor de relações muito estreitas
com o contraventor Anis Abrahão Davi, presidente de honra da escola de samba
Beija Flor de Nilópolis.
Participam da operação 100 delegados de
Polícia, cinco promotores de Justiça e mais de 700 agentes da Polícia Civil.
Também foram apreendidos mais de R$ 100 mil em dinheiro, computadores, notas
fiscais, documentos e máquinas portáteis de cartões de crédito.
A operação começou nas primeiras horas
da madrugada. Os banqueiros Aniz Abraão David, o Anízio, e Luís Pacheco
Drumond, o Luisinho, são dois dos alvos da ação da PF. Anízio não foi
localizado pelos policiais. Na garagem do prédio onde ele mora, na Avenida
Atlântica, foram apreendidos quatro carros importados. Dois helicópteros dão
apoio à operação, que também é realizada em Pernambuco, Bahia e Maranhão.
Residências, construtoras, empresas que
fabricam artigos eletrônicos, gráficas, fazendas, sítios e hotéis estão sendo vasculhados pelos agentes.
Os policiais também estão no barracão da Beija-Flor, na Cidade do Samba, Zona
Portuária do Rio. Em Teresópolis, na Região Serrana, as buscas acontecem num
hotel fazenda.
As investigações da Corregedoria da
Polícia Civil começaram há um ano. Os policiais monitoraram a instalação de
máquinas eletrônicas de cartões de crédito no mercado clandestino das apostas.
Segundo a polícia, empresas faziam a instalação, manutenção e treinamento dos
anotadores do jogo do bicho. Um homem que seria responsável por fornecer e
distribuir os talões usados por anotadores do jogo do bicho no Rio foi
localizado numa gráfica em Pernambuco. Ele e a dona da gráfica tiveram mandados
de prisão expedidos pela Justiça.



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