segunda-feira, 20 de junho de 2016

Leiteiros e algemas

Por Cunha Santos

Sarney foi buscar em Winston Churchill uma frase para se defender das acusações do ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado. A frase: “Democracia é quando de madrugada, ao ouvirmos o toque da campainha, sabemos que é o leiteiro, não a polícia”.

Infelizmente para alguns adversários de Sarney, como o ex-governador José Reinaldo Tavares, que acabou algemado, não era o leiteiro; era a polícia mesmo. Infelizmente, para outro adversário de Sarney, o ex-governador Jackson Lago, não era o leiteiro; era o oficial de Justiça.

E no artigo há ainda outras pérolas, como quando diz que “O poder Judiciário se tornou refém da opinião pública”. Claro que para muita gente seria muito melhor se permanecesse refém da classe política, pois de decisões tomadas em torno de alguns processos, como o de Fernando Sarney, decorrente da Operação Boi Barrica, e o de Jorge Murad, decorrente da dinheirama da Lunus, até Deus duvida.

E Sarney ainda diz que as raízes da delação de Sérgio Machado contra ele estão na política do Maranhão. Opa! Mas porque será que um sujeito tão corrupto quanto Sérgio Machado tinha acesso tão franco à residência do inocente José Sarney, a ponto de grava-lo e regrava-lo sem nenhum susto?   

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