domingo, 10 de julho de 2016

Governo negocia liberação de equipe da Seduc mantida em poder de índios em Itaipava do Grajaú

"Desde os primeiros dias da atual gestão do Governo do Maranhão foi estabelecido um diálogo permanente com as lideranças indígenas, no sentido de assegurar os direitos e atender reivindicações antigas que deixaram de ser cumpridas por gestões anteriores", diz a nota da Seduc.
Por meio de nota, a Secretaria de Estado da Educação informa que uma equipe do governo está na aldeia Sibirino, em Itaipava do Grajaú, para negociar a liberação da equipe que é mantida em poder de índios.

A Seduc esclarece que a equipe realizava a entrega da alimentação escolar indígena na aldeia, quando foi retida pelos índios.  “Há mais de 15 dias outra equipe da Secretaria, que realizava levantamento nas aldeias para confirmar o quantitativo de alunos para o transporte escolar indígena, também foi impedida de desenvolver suas atividades e mantida refém pelos índios”, diz a nota.

Acrescenta que o levantamento estava sendo feito por haver inconsistências entre o número de alunos informados pelas lideranças e o Censo Escolar.

Confira a íntegra da nota divulgada neste domingo (10) pela Seduc:

NOTA

A respeito da equipe que está mantida sob o poder dos indígenas na aldeia Sibirino, no município de Itaipava do Grajaú, o Governo do Estado, por intermédio da Secretaria de Estado da Educação (Seduc) informa:

1 - Uma comissão composta pelo secretário de Estado de Direitos Humanos e Participação Popular, Francisco Gonçalves, e o Superintendente de Modalidades e Diversidades Educacionais da Secretaria de Estado da Educação do Governo do Maranhão, Claudinei Rodrigues; e representantes dos órgãos competentes acionados pelo Estado estão desde este sábado na região em negociação com os índios para a liberação o mais breve possível da equipe;

2 – A equipe da Seduc realizava a entrega da alimentação escolar indígena na aldeia, quando foi retida pelos índios.  Há mais de 15 dias outra equipe da Secretaria, que realizava levantamento nas aldeias para confirmar o quantitativo de alunos para o transporte escolar indígena, também foi impedida de desenvolver suas atividades e mantida refém pelos índios. O levantamento estava sendo feito por haver inconsistências entre o número de alunos informados pelas lideranças e o Censo Escolar;

3 – Desde os primeiros dias da atual gestão do Governo do Maranhão foi estabelecido um diálogo permanente com as lideranças indígenas, no sentido de assegurar os direitos e atender reivindicações antigas que deixaram de ser cumpridas por gestões anteriores;

4 – Entre as medidas concretas já em andamento em todos os níveis de ensino estão: implantação do Curso de Licenciatura Intercultural para a Educação Básica Indígena, com objetivo de formar e habilitar professores indígenas para atender às escolas de Ensino Médio e também de Ensino Fundamental que, embora sejam de competência legal dos municípios, ainda estão sob a gestão do Governo Maranhão; criação de um comitê intersetorial no âmbito do Estado para discutir e encaminhar melhorias; entrega de oito escolas reformadas nas aldeias, ressaltando que essas obras estavam paralisadas; aquisição de 12 mil kits pedagógicos e de materiais pelo Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) do Ministério da Educação, para alunos e professores; kits de limpeza e de cozinha, além de material permanente; entre outras;

5 – Por fim, reitera que o Governo do Estado mantém sua postura de diálogo com os povos indígenas no sentido de assegurar os direitos e encaminhar melhorias para a educação escolar indígena.

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