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sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Ladeira abaixo: Avaliação negativa de Temer cresce 9 pontos e vai a 64%, afirma Ibope

Índice que considera governo negativamente sobe de 39% para 46%; desaprovação à maneira do presidente governar salta de 55% para 64%

Igor Gadelha
O Estado de S.Paulo

BRASÍLIA- A avaliação negativa do governo do presidente Michel Temer (PMDB) aumentou para 46% em dezembro, segundo pesquisa Ibope encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e divulgada nesta sexta-feira, 16. No levantamento anterior, realizado em setembro e divulgado em outubro deste ano, o porcentual dos que avaliavam o governo como ruim ou péssimo era de 39%.

A avaliação positiva do governo, por sua vez, oscilou de 14% para 13% entre setembro e dezembro. O índice de pessoas que consideram a gestão Temer regular também oscilou levemente para 35% em dezembro ante 34% na última pesquisa. Os que não souberam ou não responderam sobre a avaliação do governo representaram 6% dos entrevistados em dezembro, ante 12% em setembro.

A aprovação pessoal de Temer também piorou, com uma queda de nove pontos porcentuais. O levantamento atual mostra que 64% dos entrevistados disseram desaprovar a maneira do presidente governar. Em setembro, esse porcentual era de 55%. Já os brasileiros que aprovam a forma como o presidente administra o País oscilaram de 28% para 26% desde setembro. Outros 10% não sabem ou não responderam essa questão em dezembro, ante 17% em setembro.

A confiança da população em Temer também diminuiu. Em dezembro, 23% dos entrevistados disseram confiar no peemedebista, queda de três pontos porcentuais em relação ao levantamento de setembro (26%). Ao mesmo tempo, o porcentual dos que não confiam no presidente aumentou de 68% para 72% entre as duas pesquisas. Os que não sabem ou não responderam essa questão foram 5% em dezembro, ante 6% em setembro.

Temer x Dilma
A pesquisa traz ainda a comparação da administração Temer com o governo da presidente cassada Dilma Rousseff (PT). Em dezembro, o porcentual dos que avaliaram que o governo Temer é melhor do que o da petista diminuiu para 21%, ante 24% em setembro. Ao mesmo tempo, os que consideram que o governo Temer é pior do que o da petista aumentaram de 31% para 34% entre as duas pesquisas. Para 42% os dois governos são iguais, ante 38% na pesquisa anterior. Outros 3% não sabem ou não responderam em dezembro, ante 7% em setembro.

A perspectiva para o restante do governo Temer também piorou, segundo a pesquisa. Aqueles que acreditam que a perspectiva é ruim ou péssima aumentaram de 38% para 43% entre setembro e dezembro, enquanto os que preveem que o governo será ótimo ou bom diminuíram de 24% para 18%. Os que preveem que o governo Temer será regular oscilaram de 30% para 32% dos entrevistados. Outros 7% não souberam ou não responderam em dezembro, ante 8% na pesquisa anterior.

A pesquisa Ibope/CNI foi realizada de 1º a 4 de dezembro, antes do vazamento da delação premiada do ex-diretor de Relações Institucionais da Odebrecht Claudio Melo, em que ele citou Temer e ministros do governo. O levantamento ouviu 2.002 pessoas em 141 municípios. A margem de erro é de 2 pontos e o nível de confiança, 95%.

Recortes
A pesquisa mostra ainda que neste período a popularidade de Temer caiu mais entre os brasileiros com renda elevada e com educação superior.

Entre os entrevistados com renda familiar superior a cinco salários mínimos (maior faixa da pesquisa), a avaliação ruim ou péssima do governo foi de 16 pontos porcentuais (33% para 49%), ante os sete pontos porcentuais do resultado geral.
Segundo a CNI, esse aumento deve-se tanto à redução dos indecisos entre essa faixa salarial, como à redução dos que avaliam o governo como regular e ótimo ou bom. Em setembro, esse grupo apresentava a melhor avaliação do governo, com maior porcentual de ótimo ou bom (20%) e o menor de ruim ou péssimo (33%).

A pesquisa mostra ainda que a insatisfação de Temer aumentou entre os entrevistados com educação superior. Entre setembro e dezembro, o porcentual de entrevistados com esse grau de instrução diminuiu cinco pontos porcentuais (de 18% para 13%). No resultado geral, que engloba todos os graus de instrução, esse porcentual oscilou de 14% para 13%.

O levantamento também mostra que, apesar de também apresentar crescimento na insatisfação, os residentes da região Sul continuam sendo os que melhor avaliam o governo Temer, enquanto os do Nordeste têm a pior avaliação. Para 20% dos moradores do Sul, o governo é bom ou ótimo, enquanto no Nordeste esse porcentual é de 9%. 

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