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quinta-feira, 8 de junho de 2017

Operador de Aécio é alvo de condução coercitiva em mais uma fase da Lava Jato

Aécio Neves e o operador Dimas Toledo
Policiais civis cumprem nesta quinta-feira (8) 33 mandados de busca e apreensão para investigar um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro na empresa de energia Furnas, subsidiária da estatal Eletrobras.

A operação, chamada de Barão Gatuno, tem como base a delação premiada do ex-senador Delcídio do Amaral, durante as investigações da Operação Lava Jato.

Há ainda dois mandados de condução coercitiva. Um deles é contra o ex-diretor Dimas Fernando Toledo.

Os mandados de busca e apreensão foram expedidos pela Justiça estadual e estão sendo cumpridos pela Delegacia Fazendária, responsável pela investigação do esquema, com o apoio de 15 delegacias, da Coordenadoria de Combate à Corrupção do Laboratório de Tecnologia e Lavagem de Dinheiro da Polícia Civil do Rio e da Polícia Civil do Estado de São Paulo.

Em delação premiada, Delcídio do Amaral afirmou que o hoje senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) foi beneficiário de um “grande esquema de corrupção” na estatal Furnas.

Esse esquema, segundo Delcício, era operacionalizado por Dimas Toledo, ex-diretor de engenharia de Furnas, e que teria “vínculo muito forte” com Aécio. O responsável por intermediar e viabilizar a operação teria sido o ex-deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

O caso envolve a compra, por Furnas, de ações na hidrelétrica de Serra do Facão, em Goiás. Em 2007, Furnas já tinha 49,9% de participação na hidrelétrica, e a lei proibia que subsidiárias da Eletrobras fossem acionistas majoritárias de empresas de energia. Por este motivo, Furnas abriu mão de comprar as ações (29%, segundo a Polícia Civil) da empresa Oliver Trust, que ofereceu sua participação por R$ 7 milhões.

O esquema se deu nos meses seguintes, segundo as investigações. Em Brasília, uma Medida Provisória (MP) relatada por Eduardo Cunha, revogou o impedimento legal para Furnas ser majoritária em empresas de energia. As ações da Oliver Trust foram vendidas à Serra da Carioca II, empresa criadas dias antes da operação, por R$ 7 milhões. Seis meses depois, em 2008, já sem o impedimento legal, Furnas comprou da Serra da Carioca as ações por R$ 80 milhões. A diferença de R$ 73 milhões é o que teria sido desviado dos cofres de Furnas, uma empresa de economia mista (pública e privada). A polícia investiga as ligações da Serra da Carioca com Eduardo Cunha.

“Questionado ao depoente quem teria recebido valores de Furnas, o depoente diz se que não sabe precisar, mas sabe que Dimas operacionalizava pagamentos e um dos beneficiários dos valores ilícitos sem dúvida foi Aécio Neves, assim como também o PP, através de José Janene; que também o próprio PT recebeu valores”, diz o texto da delação premiada.

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