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quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Sarney reage e diz que ilhas à venda são “chantagem’

Sarney disse que levou um susto ao ler a notícia
O ex-presidente José Sarney disse nesta quarta-feira (18) que levou um susto ao tomar conhecimento, na coluna do Cláudio Humberto, da decisão de um sobrinho de dona Marly de vender por R$ 37 milhões 12,5% de três ilhas no litoral de São Luís. Sarney informou que o parente da ex-primeira-dama pretende, na verdade, que a família compre a parte dele, correspondente a dois milhões de metros quadrados.

“É uma espécie de chantagem”, diz o ex-presidente, segundo a coluna do Cláudio Humberto, que acrescenta esta informação: o ex-presidente garante que o imóvel não vale os R$37 milhões. “Acho que por metade disso, o pessoal aqui vende as três ilhas”, ironizou. Sarney diz que o sobrinho de dona Marly, Gustavo Macieira, “sempre foi problemático”. E “ele pensa que temos dinheiro para comprar a área”. As ilhas Curupu, Mogijana e De Fora ou Corimã pertencem à família de dona Marly há várias gerações, desde a bisavó da ex-primeira-dama.

A notícia sobre a venda, por R$ 37 milhões, de 12,5% de três ilhas da família Sarney, em São Luís, foi manchete da edição do Jornal Pequeno desta quarta-feira, com base em nota publicada na coluna do Cláudio Humberto. Segundo ele, as ilhas Curupu (onde Sarney e filhos têm casas), Mogijana e De Fora ou Corimã foram avaliadas em R$ 200 milhões.

No município de Raposa, 20 quilômetros a nordeste de São Luís, a ilha de Curupu é conhecida como um dos símbolos do poderio econômico da família Sarney. No lado sul da ilha, duas mansões servem de abrigo para o clã maranhense e seus convidados vips. Na face norte, um povoado conhecido como Canto, formado por 30 famílias de remanescentes do local, ainda vive como seus antepassados. Com a permissão do ex-presidente e ex-senador José Sarney (PMDB), a comunidade simples reside ali em casebres de madeira, cobertas de palha ou de telhas de amianto. Os moradores alegam que não têm permissão para construir casas de alvenaria.

Em meados de 2011, Gustavo da Rocha Macieira, filho de Cláudio Macieira – já falecido -, irmão de dona Marly Macieira Sarney, esposa do ex-senador, decidiu oferecer, por cerca de R$ 20 milhões, os 12,5% que possui da ilha. Em dezembro de 2011 ele chegou a publicar anúncios em jornais, contratou uma imobiliária para cuidar da venda e iniciou uma negociação com um grupo português. Segundo Gustavo, este e outros compradores desistiram da compra ao saber que se tratava de um imóvel da família Sarney.

A imobiliária Alzira, que ele contratou em São Luís, não conseguiu publicar o anúncio da venda no jornal O Estado do Maranhão – de propriedade da família Sarney – e, com medo de “retaliação”, preferiu desfazer o contrato com o sobrinho do ex-senador.

Na ilha de Curupu a paisagem é como uma miniatura dos lençóis maranhenses, em frente à sede do município de Raposa, cidade construída por imigrantes cearenses exilados pela seca da década de 1930 e que ocupa o 3.561.º lugar entre as 5.565 cidades brasileiras no Índice de Desenvolvimento Humano. A água que abastece os casebres da colônia de pescadores tem alto nível de salinidade.

Informações do Blog O Informante

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