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quarta-feira, 7 de março de 2018

Tenente-coronel preso por suspeita de integrar quadrilha de contrabandistas presta depoimento em São Luís

Tenente-coronel é o nono policial preso por suspeita de envolvimento em uma quadrilha de contrabandistas de armas, bebidas e cigarros no Maranhão.
O tenente-coronel Antônio Eriverton Nunes Araújo, de 49 anos, chegou em São Luís na tarde desta quarta-feira (7). Ele foi preso em Belém-PA, onde fazia um curso. A prisão foi decretada pela Justiça por ele ser suspeito de participar da quadrilha que contrabandeava armas, cigarros e bebidas, no Maranhão.

O tenente-coronel foi recambiado para São Luís em um helicóptero do Centro Tático Aéreo (TA). O desembarque ocorreu no início da tarde no heliponto localizado na sede da Secretaria de Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA).

Da secretaria, ele seguiu para a Superintendência de Combate à Corrupção (Seccor), onde presta o seu primeiro depoimento. Em seguida, ele será levado à prisão no Quartel do Comando Geral da PM, no Calhau, onde estão os demais policiais presos na operação. O tenente-coronel Eriverton comandou o 21º Batalhão de Polícia Militar de junho de 2017 a janeiro deste ano.
Até o momento, as investigações confirmaram que a quadrilha de contrabandistas tinha dois galpões clandestinos, que guardavam uma grande quantidade de bebidas e cigarros. Uma mercadoria avaliada em R$ 100 milhões. A suspeita é de que os produtos, provavelmente vindos do Suriname, chegavam de navio. Em seguida eram colocados em barcos menores e desembarcados em um porto particular localizado no povoado Arraial, no Bairro Quebra Pote, zona rural de São Luís.

Já foram presas 16 pessoas, entre elas o Delegado Tiago Bardal, que era superintendente estadual de investigações criminais (Seic), um dos cargos mais importantes da Polícia Civil do Maranhão. Além dele, estão presos o ex-vice-prefeito de São Mateus, Rogério Sousa, o coronel da PM, Reinaldo Elias Francalanci, e o major Luciano Rangel, ex-subcomandante do 21º BPM.

Segundo as investigações, o Major Rangel e outros cinco policiais usavam uma viatura da PM para fazer escolta dos caminhões que transportavam cargas ilegais. Ainda de acordo com a denúncia, o esquema pagaria ao Major Rangel a quantia mensal de R$ 50 mil, e entre R$ 6 e R$ 10 mil aos policiais subordinados à ele.

O tenente-coronel Antônio Eriverton é o nono militar preso nos últimos 15 dias por suspeita de envolvimento com os contrabandistas.

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