Rádio Voz do Maranhão

quinta-feira, 16 de novembro de 2023

Polícia não consegue prender fazendeiro que contratou PMs emboscados em ação de desocupação ilegal em Barra do Corda; esquema de grilagem de terras é investigado

A Polícia Civil do Maranhão ainda não conseguiu localizar e prender o fazendeiro conhecido como “Evangelista”, que teria contratado os policiais militares, que atuaram como jagunços, para uma desapropriação sem ordem judicial na última sexta-feira (10), em Barra do Corda. Ele é considerado foragido e está sendo procurado.

Após a ação, os PMs foram emboscados e o sargento Almir terminou morrendo carbonizado dentro de uma caminhonete. Os policiais contratados pelo fazendeiro foram presos e tiveram suas armas apreendidas.

A Polícia Civil vai abrir um novo inquérito para investigar um esquema de grilagem de terra comandado pelo fazendeiro na região de Barra do Corda. Ele disputa uma área com trabalhadores rurais.

A polícia descobriu que por trás da disputa por terras, pode estar um grande esquema de grilagem, envolvendo grileiros até de outros estados, especializados em se apossar de propriedades ilegalmente e que, pra isso, são capazes de tudo.

Na segunda-feira (13), a PC-MA ainda tentou negociar, com advogados, a apresentação do fazendeiro, mas não conseguiu.

Evangelista filho já havia sido preso por porte ilegal da arma de fogo

Já o filho do fazendeiro, identificado como Evangelista Filho, se apresentou à polícia nessa quarta-feira (15). O homem já tinha sido preso anteriormente por caça e porte ilegal de armas de fogo.

Segundo a polícia, Evangelista Filho seria o gerente de um grupo de paraibanos e vigia das terras onde aconteceu a desapropriação. Ele teria ainda a função de cadastrar famílias posseiras, invasoras de propriedades, para depois tentar acordo com os verdadeiros proprietários, tirando vantagens financeiras.

Armas apreendidas anteriormente com Evangelista Filho

Os policiais militares, envolvidos na ação ilegal de desapropriação, estão presos e podem ser expulsos da corporação, inclusive sob a acusação de formação de milícia.

E a polícia ainda tenta prender os irmãos que teriam sido os mentores da emboscada contra os policiais.

A emboscada

A emboscada aconteceu na noite de sexta-feira (10), após 10 policiais serem contratados por um fazendeiro para fazer uma desapropriação de terra em Barra do Corda, a 462 km de São Luís.

Carro foi incendiado durante a emboscada e um sargento da PM teve seu corpo carbonizado dentro de um veículo em Barra do Corda

Durante a emboscada, um sargento da Polícia Militar do Maranhão (PM-MA), identificado  como João Almir Pereira da Silva, lotado em Barra do Corda, morreu após ter seu corpo carbonizado em um veículo.

Além do sargento que morreu carbonizado, mais dois policiais foram atingidos por disparos de arma de fogo e foram hospitalizados.

Após o caso, nove policiais foram autuados em flagrante por milícia. Sete pertencem ao 4º Batalhão de Polícia Militar de Balsas, outro é do Batalhão de Barra do Corda e o último é um policial penal.

O sargento Almir teve o corpo carbonizado

Os policiais presos já foram encaminhados para um presídio em São Luís e, segundo o delegado Brito Júnior, eles estão colaborando com as investigações.

No decorrer das investigações, a PC-MA conseguiu identificar nove pessoas que teriam participado da emboscada contra os milicianos, entre os nove suspeitos, há três irmãos que são apontados como líderes do ataque.

Os três irmãos foram identificados como: Antônio Fernandes da Silva, Adonias Fernandes da Silva e Antônio Joacir Fernandes da Silva. O trio é chamado de “irmãos caninanas”, em referência à cobra caninana. Apesar de estarem identificados, ninguém foi preso até o momento.

Irmãos apontados como líderes da emboscada estão foragidos

Com informações do g1 MA

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