domingo, 18 de novembro de 2018

Familiares de juíza que interrogou Lula destilam ódio contra a esquerda

As relações familiares da juíza Gabriela Hardt talvez expliquem a parcialidade com que interrogou e as animosidades que demonstrou contra Lula.

Do Facebook

Gabriela é oriunda de uma das mais ricas famílias de Indaial, localizada no vale europeu de Santa Catarina. Além de possuírem o principal comércio da região, a força política dos Hardt está expressa em toda a cidade. Seu tio, Lico Hardt, foi prefeito pelo MDB e seu avô um dos primeiros prefeitos da cidade. Parques, escolas, ruas e hospitais receberam nomes de integrantes do clã.

Filha de Jorge Hardt filho e Marilza Ferreira Hardt, a juíza tem em seus pais a inspiração antipetista e anti-esquerda. Não é difícil encontrar postagens de seus pais, um engenheiro químico aposentado da Petrobras e uma professora que já foi secretária de educação num município governar o pela direita, destilando ódio.

Numa delas, Jorge acusa o jornalista Élio Gaspari de ter se “acanalhado” por ter defendido a necessidade de imparcialidade do judiciário. Em outra, defende a fala do vice de Bolsonaro de que o Brasil teria herdado a malandragem de negros e índios. Em um terceira, onde comenta sobre violência, escreve que “nem que o tratamento de choque seja por militares” para mudar a realidade. Uma clara alusão à tortura. Em outras, busca vincular Hitler e o nazismo aos partidos de esquerda.

Mais moderada nas palavras, Marilza não se cansou de compartilhar conteúdos contra Lula, Dilma e em favor do golpe de 2016. Numa delas, solta o verbo contra o PT, PCdoB e CUT por ocasião da participação de cubanos no programa Mais Médicos.

Numa explicação freudiana, é possível afirmar que Gabriela Hardt é fruto do meio em que vive. Talvez por isso tenha utilizado da sua parcialidade e até de grosserias durante o interrogatório de Lula.

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