Arbovirose

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Dirigentes e deputados do PSB pedem expulsão do ministro de Minas e Energia

Fernando Bezerra Filho (PE) permanece no cargo mesmo após a sigla decidir romper com o governo
Ministro de Minas e Energia, Fernando bezerra Filho
Igor Gadelha, O Estado de S.Paulo

BRASÍLIA - Dirigentes e deputados do PSB da ala que faz forte oposição ao presidente Michel Temer pedem a expulsão do ministro de Minas e Energia, Fernando Bezerra Filho (PE), do partido, por permanecer no cargo mesmo após a legenda decidir oficialmente romper com o governo.

A expulsão já foi defendida por parlamentares e integrantes da direção nacional do PSB nos grupos de WhatsApp do partido. "Vamos representar contra o Fernando Bezerra Filho. #ForaFernandoBezerraFilho", escreveu Joilson do Nascimento, secretário sindical e membro da executiva nacional do PSB. 

O ministro, que é deputado licenciado, e outros parlamentares do PSB já respondem a processo que pode levar à expulsão, por terem votado a favor da reforma trabalhista durante na Câmara, em abril deste ano, contrariando decisão do partido de fechar questão contra à proposta.

"Esse fato agrava a situação do ministro no processo que ele já responde por infidelidade partidária, no âmbito da comissão de ética do PSB. O partido repudia a presença de seus membros nesse governo, mesmo que não tenha sido indicado pela sua direção nacional", afirmou o presidente nacional do partido, Carlos Siqueira, ao Broadcast Político.

Renúncia e diretas
Em reunião nesse sábado, 20, o PSB decidiu desembarcar do governo Temer após o presidente ser atingido pela delação de executivos da JBS. O partido pede a renúncia de Temer e defende eleições diretas para presidente, caso Temer renuncie, seja cassado ou impitimado. Hoje, a Constituição Federal prevê eleição indireta nesses casos.

Na reunião do PSB de sábado, o partido decidiu desembarcar do governo, mas não estabeleceu punição para quem permanecesse. "Não determinamos a saída, apostando no bom senso, que, infelizmente, não há. Não houve decisão de que não de que não haveria punição", rebateu o presidente da sigla.

O rompimento com o governo Temer foi defendido pela ala do PSB ligada ao governador de Pernambuco, Paulo Câmara, mesmo grupo do ex-governador daquele Estado Eduardo Campos. Essa grupo já defendia independência da sigla em relação ao governo antes mesmo da divulgação da delação da JBS.

O grupo de Fernando Filho, porém, sempre foi contra e quer permanecer no governo. Compõem esse grupo, o pai do ministro, o senador Fernando Bezerra (PE), e a líder do partido na Câmara, Tereza Cristina (MS), entre outros parlamentares.

48 horas
Após a reunião da executiva do PSB desse sábado, o ministro de Minas e Energia pediu até 48 horas para anunciar se fica ou não no cargo. Até o momento, ainda não respondeu oficialmente à sigla.  No entanto, já informou ao presidente que vai permanecer no posto.

"Felizmente nossas regras de disciplina são claras e foram editadas para todos, indistintamente. O enfrentamento foi decidido por ele e está aceito", afirmou Siqueira. Procurado pelo Broadcast Político por telefone e por mensagem, o ministro não se pronunciou.

No Congresso, 1 em cada 3 eleitos teve dinheiro da JBS

Planilha entregue pela empresa mostra todos os 166 deputados e os 28 senadores que receberam dinheiro durante a campanha de 2014
Daniel Bramatti e Marcelo Godoy, O Estado de S.Paulo

O dinheiro da JBS, principal conglomerado brasileiro do setor de carnes, ajudou a eleger um em cada três dos integrantes da Câmara e do Senado. O grupo foi o principal financiador privado de candidatos na eleição de 2014.

Entre os documentos que os delatores da JBS entregaram à Procuradoria-Geral da República (PGR) está uma lista de deputados eleitos em 2014 e beneficiados por doações do grupo empresarial. Nela, há 166 nomes – 32% do universo de 513 deputados eleitos.

No pacote de documentos também há uma relação dos atuais senadores, com um “ok” marcado ao lado do nome de cada parlamentar que recebeu recursos da JBS. A lista inclui 28 senadores, ou 35% do total de 81 parlamentares da Casa.

O grupo dos irmãos Joesley e Wesley Batista fazia lobby no Executivo, no Congresso e também em governos estaduais para obter vantagens e ganhar mercado. Em ao menos um caso, houve compra de votos na Câmara para aprovar legislação que dava à companhia benefícios tributários, segundo confissão dos delatores.

A existência dessa rede de influências pode provocar polêmicas futuras. Na hipótese de saída do presidente Michel Temer e eventual convocação de eleição indireta, um terço dos congressistas que elegerão o futuro presidente terá sido beneficiado por doações de campanha do causador da crise.

Proporção. Em números absolutos, o PP é o partido campeão de deputados eleitos conectados ao grupo empresarial: 27. Isso equivale a sete em cada dez eleitos. Em 2014, a legenda conquistou 38 vagas na Câmara. Em segundo lugar aparece o PT, com 20 financiados. O partido é seguido de perto pelo PR (19) e pelo PMDB (17).

O ranking muda quando se considera a proporção entre financiados e eleitos em cada bancada. No caso da Câmara, há cinco partidos que tiveram mais da metade de seus deputados eleitos financiados pela JBS: PCdoB (90%), PP (71%), PROS (64%), PDT (60%) e PR (56%). Além disso, o único deputado eleito pelo PTdoB recebeu recursos da mesma fonte.

Dos grandes partidos, o PT aparece em 10.º lugar, com 29% da bancada eleita financiada pelo grupo. O PMDB vem na posição seguinte, com 26%. Já o PSDB aparece no 19.º lugar – apenas 7% de seus deputados receberam contribuições da JBS em 2014.

Governismo
Naquele ano, o grupo empresarial ajudou a eleger bancadas majoritariamente alinhadas à então presidente Dilma Rousseff. Dos eleitos financiados pela JBS, 92% integravam partidos da base dilmista. Vários desses partidos migraram para a base do atual presidente. Hoje, 75% dos eleitos com o apoio da JBS estão em legendas da base de Temer.

Os nomes e os valores apresentados à PGR coincidem com os das prestações de contas entregues por partidos e candidatos à Justiça Eleitoral. Isso significa que, ao menos naquele documento específico, os valores citados são de “caixa 1”, ou seja, os formalizados de acordo com a legislação eleitoral.

Os deputados financiados não receberam contribuições diretamente da JBS. O dinheiro primeiro foi entregue às direções dos partidos e, depois, distribuído aos candidatos. Na delação não há elementos que indiquem se a empresa apontava ou não às cúpulas partidárias seus candidatos preferidos para disputar as eleições de 2014.

Seap confirma que 24 detentos continuam foragidos do presídio São Luís; dois morreram e seis foram recapturados

A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) informa que na noite deste domingo (21) houve uma fuga da Unidade Prisional de Ressocialização de São Luís 6 (UPSL 6), antigo CDP. Seis detentos foram recapturados, 24 permanecem foragidos e dois internos morreram, após imediata resposta do Grupo Especial de Operações Penitenciárias (Geop), que controlou a situação no local.

A fuga se deu depois que parte do muro da unidade prisional foi explodido pelo lado de fora, por pessoas ainda não identificadas, e detentos de duas celas do Pavilhão Gama, que serraram as grades e conseguiram passar pelo buraco causado pela explosão.

Após troca de tiros entre bandidos e agentes penitenciários do Geop de plantão, dois internos vieram a óbito, um no local e outro no hospital. Policiais civis e militares também foram acionados, e seguem no encalço dos evadidos.

A gestão prisional ressalta que, por estar separada do Complexo Penitenciário de São Luís, a UPSL 6 é a única unidade prisional masculina que ainda não dispõe de Portaria Unificada e inspeção por BodyScan, a exemplo das demais que compõe o complexo carcerário.

O caso é investigado pela Secretaria de Segurança Pública (SSP), por meio do Departamento de Combate ao Crime Organizado (DCCO) da Superintendência de Estado de Investigações Criminais (Seic), que terá 30 dias para a conclusão do inquérito policial.

Nos últimos dois anos, o Governo do Estado investiu forte na segurança e na revitalização do complexo, e conseguiu zerar o número de homicídios intramuros, tirando o Maranhão do topo para último no ranking que mede a taxa de violência nos presídios do país.

Dona de academia é assassinada na cidade de Rosário

Adilce Silva foi assassinada quando estava com familiares
em frente a residência
 
A empresária Adilce Gonçalves Silva, de 45 anos, proprietária da Academia Espaço Fitness, na cidade de Rosário (72 km de São Luís), foi morta no domingo (21) por volta das 19h30.

De acordo com a polícia, a empresária foi abordada por dois assaltantes que estavam em uma motocicleta. Ela estava sentada na calçada com familiares e de posse de um celular, o que teria chamado a atenção dos dois bandidos.

Na ação criminosa, um dos ocupantes chegou a disparar contra a vítima, atingindo-a na região das costas. A policia não sabe se eles conseguiram pegar o celular durante a abordagem e se houve algum tipo de reação por parte da vítima. Adilce ainda foi socorrida com vida, mas morreu ao dar entrada no hospital.
Uma guarnição da PM, que fazia rondas nas proximidades, foi acionada e conseguiu interceptar a motocicleta e prender os dois assaltantes ainda na região do centro da cidade.

Logo após a prisão dos suspeitos um grande aglomerado de pessoas e parentes da vítima cercaram o prédio da delegacia para tentar linchar os suspeitos. O reforço policial chegou de vários municípios da região do munim.

Pelo menos sete viaturas da policia militar estiveram no reforço, conseguindo evitar que a população fizesse justiça com as próprias mãos.

Os assassinos são suspeitos de praticarem outros crimes, inclusive de homicídio. Eles foram identificados como “Veio” e Edvan, e residem no povoado São Simão. 
Os dois assassinos quase foram linchados pela população

domingo, 21 de maio de 2017

Centenas de policiais participam da operação de recaptura de mais de 20 detentos que fugiram de Pedrinhas

De acordo com informações da Seap, dois detentos morreram na tentativa de fuga. Sete já foram recapturados. A Seap divulga nota oficial ainda na noite deste domingo.
Centenas de policiais militares e civis participam, em toda a região metropolitana de São Luís, da operação de recaptura de mais de 20 detentos que fugiram do Complexo Penitenciários de Pedrinhas, na noite deste domingo (21).

A ação ousada foi comandada por um grupo fortemente armado que usou dinamite para explodir o muro dos fundos do Centro de Detenção Provisória de Pedrinhas (CDP), conhecido como Cadeião.  Eles  usavam armas de grosso calibre, o que impediu a ação imediata dos seguranças da unidade prisional no momento da fuga. Um detento foi morto durante a ação criminosa.

Com fuzis 762, os bandidos efetuaram centenas de disparos em direção aos policiais e agentes penitenciários com objetivo de dar cobertura aos detentos, que escaparam pelo buraco aberto no muro.
A ação rápida de policiais do Batalhão de Choque, o Grupo Especial de Operações Penitenciárias (Geop) e de outras unidades evitaram mais fugas e até mesmo uma rebelião.

A segurança prisional conseguiu conter outro grupo de detentos que tentava ganhar a rua pelo buraco. Foram feitos disparos e pelo menos um preso foi atingido mortalmente. Os demais foram algemados, deitados no solo e depois encaminhados para prestar depoimento, a fim de ajudar na investigação da ocorrência.

Várias guarnições deram início à perseguição aos autores da explosão e aos fugitivos. A operação de recaptura dos detentos vai seguir ininterruptamente até que o todos sejam localizados e reconduzidos ao presídio.
A Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (Seap) está fazendo todo o levantamento da situação e divulgará nota oficial ainda na noite deste domingo (21).

De acordo com informações da Seap, dois detentos morreram na tentativa de fugo. Sete dos fugitivos já foram recapturados.

A ação criminosa é uma reação às medidas de controle que vêm sendo adotadas no Complexo Penitenciário de Pedrinhas.

João Alberto volta a defender Temer, diz que reformas serão aprovadas e não garante abertura de processo contra Aécio

Em entrevista à Rádio Senado, o senador João Alberto, escalado pela oligarquia Sarney para defender Michel Temer, minimizou as graves denúncias que podem levar ao impeachment ou mesmo à renúncia do ainda presidente.

Sobre a gravação da conversa nada republicana entre Temer e Joesley Batista, da JBS, ele disse que não houve nada de mais.

“Num primeiro momento, em que houve esse encontro do presidente da república com um empresário, e que na delação teria havido algo não ético, houve um certo abalo da nação. Depois do  esclarecimento do presidente, parece-me que não paira dúvida. Não houve nada de mais. O presidente apenas recebeu uma certa pessoa delicadamente. Não avançou muito na conversa que ele levara ao presidente”, disse o porta-voz de Sarney na crise.

Para João Alberto, a tranquilidade voltará ao normal no Executivo, Legislativo e Judiciário, e que será mais uma crise a República vai superar.

“O Senado vai continuar tranquilamente com sua pauta. Depende da reunião de líderes para analisar as matérias e colocar em votação”, acrescentou.

Ele disse que as reformas são fundamentais e importantes para o país, enaltecendo a coragem de Michel Temer em fazê-las. “As reformas trazem benefícios à população”, ressaltou.

Afirmou que Temer continua com apoio e tem certeza que ele quer o melhor para o país.

Sobre a reação de Temer às revelações de Joesley, disse que presidente só poderia calar, sorrir e não aprovar. “Ele é um homem sério, de boas maneiras, super delicado e comprometido com a verdade”, disse sobre Temer.

Em relação ao pedido de cassação do mandato do senador Aécio Neves, João Alberto, presidente do Conselho de Ética,  disse que não aceitará recorte de jornal ou de revista. “Quero documentos anexados e que convençam da necessidade de abrir o processo contra o senador”, finalizou.

Na verdade, João Alberto age em nome do oligarca Sarney. É uma espécie de para choque em qualquer crise. Defende com unhas e dentes a permanência de Temer para salvar os interesses da oligarquia, que espera contar com o auxílio dos cofres do governo federal no projeto de tentativa de retomada do poder no Maranhão, em 2018. 

Por outro lado, enquanto João Alberto defende Temer na mídia, Sarney articula nos bastidores uma saída para seu grupo, em caso de impeachment ou mesmo renúncia de Temer. Sarney sabe que a situação é insustentável e já estaria apostando em eleição indireta para atender a seus próprios interesses. 


Acidentes deixam um morto e um ferido na BR-135

A carreta fazia retorno para entrar para o acesso ao Porto do Itaqui, em São Luís, quando foi abalroada por um automóvel. As últimas informações dão conta que o motorista morreu no Hospital.
Em Miranda do Norte, o motorista de uma carreta morreu após tombamento
Na noite deste sábado (20), no km 12 da BR 135 em São Luís-MA, uma colisão transversal deixou o condutor do um veículo passeio gravemente ferido e o trânsito parcialmente confuso no local.

Por volta das 21h10, ele dirigia um VW / Gol 1.6 de cor preta no sentido crescente da via (saindo de São Luís), quando uma carreta carregada de soja fazia manobra de retorno dirigindo-se à região portuária.

Uma equipe PRF presenciou a colisão. Ao avistaram a manobra da carreta os agentes reduziram a velocidade, o mesmo não aconteceu com o condutor do Gol, que, desatento, colidiu na lateral direita do veículo de carga.
O condutor foi socorrido com auxílio dos Bombeiros e do SAMU. Ele teve parada cardíaca ainda no local, mas foi reanimado pelas equipes.

As últimas informações dão conta que Ivan dos Santos Carvalho teria falecido no hospital.

Tombamento e óbito em Miranda do Norte

Praticamente no mesmo horário do acidente acima citado, no km 123 da BR 135, próximo a Fazenda Sara, em Miranda do Norte-MA, uma carreta saiu de pista e tombou. O condutor, Jayran Ribeiro da Silva, foi levado para o hospital daquele município, mas não resistiu a gravidade das lesões e veio a óbito ao dar entrada.



Fonte: PRF

Prefeito Luiz Fernando manda escorraçar vendedores ambulantes nas proximidades do Cais de São José de Ribamar; assista ao vídeo


Na manhã deste domingo (21), o clima era de indignação e revolta em meio aos vendedores ambulantes que buscam sobrevivência nas proximidades do Cais de São José de Ribamar, o novo cartão postal da cidade balneária, na região metropolitana de São Luís.

Os vendedores dizem que foram escorraçados e intimidados por um fiscal da prefeitura. A ordem é para que não retornem mais ao local a partir desta segunda-feira (21). Quem desobedecer à ordem, que teria partido do prefeito Luiz Fernando, terá os produtos apreendidos. Indignados, os vendedores prometem resistir e lutar para que continuem vendendo seus produtos no local.

Inaugurado há dois meses pelo governo do Maranhão, o novo cais recebe centenas de visitantes diariamente. Um movimento que representa oportunidade de renda para quem não tem renda fixa e depende de vendas de produtos como coco, picolés, lanches, caldos e outros. Alguns ambulantes complementam a renda familiar com o que conseguem vender nas proximidades do cais, ao longo da Avenida Beira Mar da cidade.
O ideal seria que a prefeitura, em vez de escorraçar essas pessoas que não têm emprego e buscam apenas condições dignas de sobrevivência, fizesse a padronização de barracas em determinados pontos nas proximidades do cais.

Simplesmente impedir que essas pessoas vendam seus produtos não é a solução. O bom gestor sempre deve procurar meios para facilitar a geração de emprego e renda, principalmente em uma cidade carente de postos de trabalho e que tem no turismo uma boa oportunidade de as pessoas ganharem algum dinheiro.

O blog, a pedido dos vendedores, fez o registro dessa situação lamentável, esperando que o prefeito Luiz Fernando se manifeste.

Assista ao vídeo

Conselho Federal da OAB decide pedir o impeachment de Michel Temer

O grupo entendeu que Temer atentou contra a moral pública ao receber o empresário no Palácio do Jaburu às 22h40. 
Também considerou grave o encontro não ter sido registrado na agenda oficial da Presidência e o fato de o presidente ter ouvido o relato de crimes cometidos pelo empresário e nada feito sobre esse assunto.
O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil decidiu apresentar o segundo pedido de impeachment contra um presidente em menos de dois anos. No mesmo período de 2016 o colegiado debatia o afastamento da então presidente Dilma Rousseff, na reunião extraordinária deste sábado (20/5), o mandatário é Michel Temer.

O pedido foi aprovado com 25 votos favoráveis e 1 contrário (Amapá). A bancada do Acre não participou por falta de voos até Brasília. O documento será elaborado com base na delação premiada do empresário Joesley Batista, da JBS. O executivo gravou uma conversa com o presidente em que relata crimes que cometeu e pede favores junto à alta administração pública. Por exemplo, solicita a Temer que atue junto ao ministro da Fazenda Henrique Meirelles visando a nomeação de um novo presidente do Cade.

O embasamento técnico partiu de um relatório elaborado pela comissão especial constituída para analisar o tema. "Houveram possíveis atos de intercessão em favor de particulares, demonstrando favorecer interesses privados em detrimento do interesse público", diz o grupo sobre a suposta influência sobre Meirelles.

O grupo entendeu que Temer atentou contra a moral pública ao receber o empresário no Palácio do Jaburu às 22h40. Também considerou grave o encontro não ter sido registrado na agenda oficial da Presidência e o fato de o presidente ter ouvido o relato de crimes cometidos pelo empresário e nada feito sobre esse assunto.

"Ao omitir-se de prestar informações, as quais chegaram a seu conhecimento pelo cargo que exercia, e, particularmente, pela influência que tal cargo carrega nas instituições, o Presidente da República teria incidido em ato ilegal, vez que, como servidor público, lhe é exigida conduta condizente com os princípios que regem a administração", detalha o grupo.

Mais tempo
No início da sessão deste sábado, a defesa de Temer, feita pelo advogado Gustavo Guedes e pelo deputado Carlos Marun (PMDB-MS), pediu a suspensão do processo para ter mais tempo e avaliar as provas. Os defensores também afirmam que a gravação foi editada e precisa passar por perícia no Supremo Tribunal Federal, onde corre um inquérito contra o presidente por corrupção passiva e organização criminosa.

Mas os conselheiros federais e os presidentes seccionais rejeitaram a proposta. Eles argumentaram que a discussão no Conselho Federal é uma deliberação sem valor jurídico, sendo desnecessário o prazo para apresentar mais fatos.

Os conselheiros afirmaram que Temer terá todo o processo de impeachment para se defender, e que a análise feita agora trata apenas do apoio à abertura do processo de investigação para eventual afastamento.

Mais um
O pedido de abertura de processo de impeachment da OAB se unirá a outros que foram apresentados na Câmara dos Deputados assim que os áudios das gravações feitas por Joesley Batista foram divulgados pela imprensa na última quarta-feira (17/5).

O primeiro partiu do deputado Alessandro Molon (Rede). Assim como o pedido do deputado, todos os outros apresentados usam como argumentos os áudios gravados pelo empresário da JBS.

sábado, 20 de maio de 2017

Janot pede a STF continuidade de inquérito contra Temer e não se opõe a perícia em áudio

O procurador-geral da República aponta que a gravação é “harmônica e consentânea” com o relato dos delatores do grupo J&F

Beatriz Bulla, de Brasília
O Estado de São paulo

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu ao Supremo Tribunal Federal a continuidade do inquérito que investiga o presidente Michel Temer e não se opôs à realização de uma perícia no áudio em que o peemedebista conversa com o delator Joesley Batista, do Grupo J&F.

No início da tarde deste sábado, 20, o presidente anunciou em pronunciamento que iria pedir ao Tribunal a suspensão do inquérito em que ele é investigado até a análise do material. De acordo com Temer, a gravação foi “manipulada e adulterada”. O advogado de Temer, o criminalista Antônio Cláudio Mariz de Oliveira, argumenta em manifestação protocolada no Supremo nesta tarde que há indício de suposta edição na gravação feita por Joesley.

Janot aponta que a gravação é “harmônica e consentânea” com o relato dos delatores do grupo J&F. “Não obstante, embora certo de que o áudio não contém qualquer mácula que comprometa a essência do diálogo, o procurador-geral da República não se opõe à perícia no áudio que contém conversa entre Michel Temer e Joesley Batista no dia 7 de março de 2017, no Palácio do Jaburu”, escreveu Janot. Ele destaca na manifestação ao STF que a perícia deve ser realizada sem suspensão do inquérito, que serve, segundo Janot, “justamente para a apuração dos fatos e para a produção de evidências, dentre elas perícias técnicas”.

As manifestações da PGR e da defesa de Temer serão analisados pelo ministro Luiz Edson Fachin, relator da Lava Jato no STF. O ministro pode decidir monocraticamente ou levar o caso para que o plenário todo, composto pelos 11 ministros da Corte, discuta a situação.

A conversa entre Joesley e Temer ocorreu no início de março, no Palácio do Jaburu. No encontro, o empresário narra ao presidente da República medidas que têm adotado para contornar as investigações que recaem sobre ele e a JBS, entre elas o pagamento de uma mesada a um procurador da República para obter informações privilegiadas.

Joesley também pergunta ao presidente quem é o interlocutor do peemedebista e recebe de Temer a indicação do nome do deputado Rodrigo Rocha Loures. Em conversas com Loures, também gravadas, Joesley negocia o pagamento de propina e realiza a entrega de R$ 500 mil em dinheiro – o que foi flagrado em gravação feita numa ação controlada pelos investigadores.

O presidente também ouve de Joesley sobre o ex-deputado Eduardo Cunha (PMBD) e o operador Lúcio Funaro, ambos presos na Lava Jato. Após Temer dizer que o deputado cassado tenta fustigá-lo, Joesley diz que está em bom relacionamento com Cunha. O presidente responde: “Tem que manter isso, viu?”, ao que Joesley diz “Todo mês”.

Em delação premiada, o empresário relata ter indicado a Temer que faria pagamento a Cunha. O presidente nega ter sido esse o conteúdo da conversa.

Em nota, a J&F afirmou que “não há chance alguma” de ter havido edição da gravação e que “Joesley Batista entregou para a Procuradoria Geral da República a íntegra da gravação e todos os demais documentos que comprovam a veracidade de todo o material delatado”.

A PGR realizou uma análise prévia do áudio, que verificou que o arquivo apresenta “sequência lógica”.

É natural tentar desqualificar delatores, diz J&F após pronunciamento de Temer

Grupo diz que não houve edição em gravação de conversa do presidente com o empresário Joesley Batista  
POR ANDRÉ DE SOUZA
O Globo

BRASÍLIA - O grupo J&F, ao qual estão ligados o frigorífico JBS e a marca Friboi, soltou nota para dizer que é natural neste momento tentar desqualificar os executivos e funcionários da empresa que firmaram acordos de delação premiada. O texto foi divulgado poucas horas depois de o presidente Michel Temer, alvo de um inquérito aberto no Supremo Tribunal Federal (STF), ter feito um pronunciamento com duros ataques ao empresário Joesley Batista, um dos donos da J&F.

Na nota, o grupo empresarial diz que o áudio da conversa entre Joesley e Temer é legítima e não foi adulterada. Foi essa gravação, feita pelo empresário sem o conhecimento do presidente, que levou à abertura do inquérito no STF. Mais cedo, Temer chamou a gravação de clandestina e disse que ela foi manipulada e adulterada.

"É natural que, nesse momento, em função da densidade das delações, surjam tentativas de desqualificá-las", diz trecho da nota, acrescentando: "Quanto ao áudio envolvendo o presidente Michel Temer, Joesley Batista entregou para a Procuradoria Geral da República a íntegra da gravação e todos os demais documentos que comprovam a veracidade de todo o material delatado. Não há chance alguma de ter havido qualquer edição do material original, porque ele jamais foi exposto a qualquer tipo de intervenção."

No pronunciamento, Temer também disse que "o autor do grampo está livre e solto, passeando pelas ruas de Nova York". Em nota, o grupo J&F não faz menção direta a essa fala, mas diz que "quanto mais sólida e forte uma delação, maiores os graus de exposição e desgaste dos delatores". Assim, eles "assumiram e ainda assumem um enorme risco pessoal, com ameaças à sua vida e à segurança da sua família".

A J&F também defendeu o mecanismo da delação premiada. "Fica cada vez mais claro que não seria possível expor a corrupção no país sem que pessoas que cometeram ilícitos admitissem os fatos e informassem como e com quem agiram, fornecendo indícios e provas", diz a nota.

O texto destaca que a colaboração de Joesley e dos outros delatores é muito diferente de todas que já foram feitas. Foram prestados depoimentos, fornecidos documentos e também realizadas ações controladas com autorização judicial, como gravações.

"A negativa de denúncia e o perdão judicial são previstos pela legislação em vigor. A possibilidade de premiação excepcional para uma colaboração igualmente excepcional é de grande importância para o êxito do mecanismo da colaboração premiada", destacou o grupo.

VEJA A ÍNTEGRA DA NOTA:

"A J&F considera fundamental ressaltar a importância do mecanismo da colaboração premiada, que está permitindo que o Brasil mude para melhor. Fica cada vez mais claro que não seria possível expor a corrupção no país sem que pessoas que cometeram ilícitos admitissem os fatos e informassem como e com quem agiram, fornecendo indícios e provas.

A colaboração de Joesley Batista e mais seis pessoas é muito diferente de todas que já foram feitas até aqui. Além da utilização de ação controlada com autorização judicial, houve vastos depoimentos, subsidiados por documentos, que esclarecem o modus operandi do cerne do sistema político brasileiro.

Quanto mais sólida e forte uma delação, maiores os graus de exposição e desgaste dos delatores. No caso dos sete executivos, eles assumiram e ainda assumem um enorme risco pessoal, com ameaças à sua vida e à segurança da sua família.

A negativa de denúncia e o perdão judicial são previstos pela legislação em vigor. A possibilidade de premiação excepcional para uma colaboração igualmente excepcional é de grande importância para o êxito do mecanismo da colaboração premiada.

É natural que, nesse momento, em função da densidade das delações, surjam tentativas de desqualificá-las.

Quanto ao áudio envolvendo o presidente Michel Temer, Joesley Batista entregou para a Procuradoria Geral da República a íntegra da gravação e todos os demais documentos que comprovam a veracidade de todo o material delatado.

Não há chance alguma de ter havido qualquer edição do material original, porque ele jamais foi exposto a qualquer tipo de intervenção.

Joesley Batista e outros colaboradores ressaltam a sua segurança com a veracidade de todo o conteúdo que levaram ao conhecimento do Ministério Público. Eles não hesitarão, se necessário, em fornecer os meios para reforçar as provas que entregaram.”

Mesmo com o naufrágio de Temer, Sarney Filho encaminha carta ao PV e diz que continua ministro

Do UOL, no Rio

O ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, divulgou neste sábado (20) uma carta enviada ao seu partido, o PV, na qual afirma que vai se manter fiel ao governo Temer porque considera ter obtido, em um ano, avanços significativos na área ambiental.

Desde o escândalo provocado pelas delações do grupo JBS, a gestão do presidente Michel Temer (PMDB) vem sofrendo baixas e ganhando rachaduras. Até sexta-feira (19), duas siglas se retiraram oficialmente da base aliada --PPS e Podemos (ex-PTN). Outras legendas ainda não definiram se vão romper ou não com o governo, mas já sinalizaram uma possível debandada.

Sarney Filho afirmou que sua posição foi tomada no sentido de colocar "a causa" do PV acima das relações de poder e dos interesses políticos. "Nosso partido tem uma causa, mas a causa que defendemos não tem partido. Assumi o ministério para servir ao país na área socioambiental, em que tenho atuado ao longo de todo o meu percurso político. Acredito que nos períodos críticos aqueles que são engajados em lutar por seus ideais têm responsabilidade redobrada."

Como feitos de sua gestão, o ministro cita, entre outras coisas, o arquivamento do processo de licenciamento ambiental da Usina Hidrelétrica São Luiz do Tapajós, no Pará, e o incentivo a fontes de energia limpa e renovável.

"Por tudo isso, apesar do contexto político conturbado, dos riscos de retrocesso ambiental e institucional, enquanto tiver a convicção de poder contribuir para a nossa causa, a causa da sustentabilidade e da economia verde, garantindo ganhos socioambientais, estarei disposto a ocupar este espaço que, nesta crise, adquiriu importância ainda maior."

Em direito de resposta, Flávio Dino rebate acusações inverídicas feitas pelo jornal da oligarquia Sarney

O governador informa que tomará todas as medidas legais, sem exceção de nenhuma delas, contra o Jornal e seus respectivos profissionais, a fim de restabelecer a sua honra e moral, absurdamente caluniadas e difamadas na matéria.

DIREITO DE RESPOSTA DO GOVERNADOR FLÁVIO DINO

Relativamente à matéria “Prisões de procurad,or e advogado reforçam suspeitas sobre Dino”, publicada pelo jornal O Estado do Maranhão no dia 19/05/2017, noticiando que o Governador do Estado Flávio Dino estaria sendo beneficiado com informações privilegiadas da Operação Lava-Jato, restabeleço a verdade informando que:

1. Não há e nunca houve recebimento de informação privilegiada proveniente da Operação Lava-Jato. As ilações reproduzidas nesse matutino, ao longo dos últimos meses, são fruto de uma política ultrapassada e que tenta ligar pontos inexistentes no intuito de caluniar e difamar o Governador Flávio Dino, assim como prejudicar a sua imagem perante a opinião pública e sociedade civil.

2. O Procurador da República Ângelo Goulart Villela era auxiliar da Procuradoria Geral Eleitoral, cujo Procurador-Geral Eleitoral é Rodrigo Janot, que também tem como auxiliar o vice-procurador-geral Eleitoral Nicolau Dino. Pelo que se noticia, foi exonerado ainda no dia 18.05.2017 da função eleitoral. E o Governador Flávio Dino nunca falou e sequer conhece o mencionado procurador.

3. É absolutamente inverídico que o advogado Willer Tomaz, também preso no dia 18.05.2017, “advogado de Flávio Dino”. O referido não é e nunca foi advogado do Governador Flávio Dino, jamais tendo sido constituído para a sua defesa em qualquer processo judicial ou administrativo.

4. O Procurador da República Ângelo Goulart Villela, segundo noticia a imprensa e pode ser verificado na página oficial do Ministério Público Federal (http://lavajato.mpf.mp.br/equipe-no-mpf), não integra a Força-Tarefa da Lava Jato. Na verdade, ele integrava a equipe do Ministério Público Federal que cuida de outra operação do interesse da JBS, a Operação Greenfield. Seria, portanto, impossível ao mesmo vazar informações da Lava Jato, se ele sequer as tinha.

5. A referida matéria faz alusão a fatos inverídicos, desencontrados, tendo optado por publicá-los ainda assim, mesmo sabedores das inverdades, e em absoluta violação ao art. 14 do Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros que determina expressamente que o jornalista deve “Ouvir sempre, antes da divulgação dos fatos, todas as pessoas objeto de acusações não comprovadas”.

6. Por fim, o Governador Flávio Dino informa que tomará todas as medidas legais, sem exceção de nenhuma delas, contra o Jornal e seus respectivos profissionais, a fim de restabelecer a sua honra e moral, absurdamente caluniadas e difamadas na matéria.

Postagens relacionadas

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...